14 de dezembro de 2018

Eleição pra Prefeito


Quem não lembra das histórias que ouvíamos quando crianças?
Tempos bons aqueles. E por falar nisso não vamos esquecer que o dia 20 de março é o dia do contador de histórias

Pois bem! vamos aos fatos!

Era apaixonada por histórias. 
Chegava a ficar de boca aberta ouvindo o tê-rê-tê-tê do contador de histórias que não tinha a menor cerimonia em narrar os fatos que aconteceram não sei quando e onde. Histórias de trancoso como chamava.

Sentávamos na calçada, e fazíamos uma roda em volta do contador das mais mirabolantes histórias.
Geralmente o palco era composto de mais de 20 curiosos. As vezes minha mãe também contava algumas e das boas.

Havia uma pequena cidade que não sei onde fica, que vivia aqueles momentos das disputas dos partidos para eleger o prefeito da cidade.
Era uma briga danada. Porque um era melhor que o outro segundo os seus aliados.
E eu com meus botões ficava revendo aquela história porque eu sei como o povo da minha terra eram valentes quando se tratava de defender os seus candidatos.

A coisa era tão seria que me recuso em descrever como o negocio era feio quando o assunto era politica.
Mas voltando ao contador de histórias. Foi lá não sei aonde que aconteceu a eleição pra prefeito da cidade. E naqueles tempos segundo ele a apuração dos votos era feita manualmente.
Em um enorme salão com uma mesa completa de autoridades cuja missão era avaliar se existia ali alguma maracutaia.
E se alguém tinha essa intenção quebrava a cara porque mil olhos em cima dos votos era impossível qualquer tramoia.
Pois bem, estava iniciada a contagem dos votos depois das eleições.
Ninguém arredava o pé das urnas lacradas e fechadas a sete chaves, mais correntes e cadeados caso passasse por ali uma ventania e se atrevesse a abrir as urnas.
Sem brincadeira, o próprio ouro perdia o valor diante daquele tesouro que eram os votos.
Foi dada a partida, ou seja: voto pra fulano e voto pra sicrano.
E por incrível que pareça as cinco da manhã terminaram a contagem que pra surpresa de todos deu empate. Assim disse o contador de histórias.

Aí foi demais! gente que precisava ir ao banheiro não foi porque decidiram recontar os votos pois não era possível tamanha coincidência.
E assim nesse lenga lenga se passou uma semana, os votos encardidos de tanto passar de mão em mão pra ver se existia a diferença e nada.
E eu já estava ficando irritada com essa história velha sem pé e nem cabeça. A meninada também.
Por fim contou ele que nessa terra de São Nunca essa disputa continua até hoje e o povo envelheceu, outros morreram sem saber o resultado das eleições.
Creio eu que um dos candidatos morreu também de velhice e o outro assumiu a prefeitura e acabou a história na santa paz de Deus.

https://www.recantodasletras.com.br/autores/emedelu

12 de dezembro de 2018

Meu Blog e Eu


Eu e meu blog. Carne e unha. Quer dizer, eu em pessoa. Sem tirar e nem por. Mas que por diversas razões deixei de escrever. De contar os causos.
Vontade até que tenho, tive e terei. Mas só vontade não resolve e inspiração está alem da própria vontade.
Pra quem não conhece o blog da chica chata eu explico:
Chica era a costureira da minha mãe. E eu, uma menina metida a besta que gostava de meter o bedelho em tudo. Creio eu que já nasci assim.
Com cinco anos de idade eu sabia fazer de tudo acreditam? Pelo menos acreditava piamente que sim.
Até lembro do dia que fui consertar a máquina de costura da minha mãe e ao finalizar sobraram mais da metade das peças.
Levei um mês com a minha mãe no meu pé. Mas, consegui.
Sou daquelas pessoas que diz assim: "quando eu cair vou cair em pé" rs!
E se naquele tempo era assim, pra minha surpresa depois que cresci e amadureci fiquei pior.
Não consegui acalmar os ânimos. Estou sempre inventando alguma coisa. A imaginação quando quer, é a mil por hora e quando não estou no meu vai e vem de deixar as pernas e a cabeça só o pó da rabiola me ataca uma depressão de cair os queixos.
Remédios? nem pensar pois não resolve. Me deixa mesmo é parecendo alma penada dormindo em pé. 
Digo sempre que as minhas mãos, "PRESENTE de DEUS" é medicamento pra todos os meus males, sejam eles físicos ou mentais.
Pra quem acredita que não pode: digo uma coisa.
Eu criei uma empresa sem um centavo no bolso. Só com a cara e a coragem.
Deus e Eu. E mais ninguém. E isso foi a 23 anos. E continuo na batalha até hoje.
E sem sombra de dúvida o que mexeu com os meus miolos foi essa crise que está aí até hoje. 
É duro trabalhar de domingo a domingo, dia e noite sem descanso, e ver o seu trabalho chegar ao ponto que chegou.
Não é do meu feitio contar misérias. Como eu disse vou cair em pé. E nas outras postagens quem sabe voltarei ao assunto.
Mas o assunto aqui é falar sobre o blog:
O blog é isso, histórias da minha infância feliz, lá na minha cidadezinha do interior.
O meu oficio naquelas épocas?
Encher o saco da minha mãe e da sua costureira e de quem mais achava interessante.
Sejam portanto bem vindos ao meu blog!

Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...