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16 de fevereiro de 2017

Aos trancos e barrancos lá vou eu!


Pelas graças de Deus foi assim que um dia as portas dos céus se abriram e vieram ao mundo eu e as minhas manias de sonhar sonhando


 E desde muito cedo eu pescava conhecimentos através da minha mente curiosa de saber o que é, quem é e onde foi


E tive a felicidade de nascer de uma família que me mostrou que a vida é um eterno carrossel


Cresci, realizei sonhos, quebrei a cara com outros, ganhei amizades, desfizeram-se outras que eu achava que valiam a pena. Mas para melhor compreender  existe um anjo guardião que sabe o que é melhor para nós


Hoje, adulta e vivendo a vida que Deus me deu, eu olho pra cima e revejo o quadro das situações que acontecem pelo mundo afora. Algumas pessoas nunca pararam para ser feliz com o que possuem. Sempre querem mais, até mesmo por cima dos direitos dos outros. Mentem, caluniam, roubam, denigrem a imagem do outro com um objetivo só: "O de ser feliz" Só vim conhecer o que é os dissabores da vida quando virei adulta e vi as atrocidades que os homens estão fazendo uns com os outros. Hoje mesmo eu vi no rosto de um desempregado a sua necessidade viva e urgente de conseguir um emprego
E eu, infelizmente nada pude fazer



Eu já passei, por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida, espero ainda a minha vez
Confesso que sou, de origem pobre
Mas meu coração é nobre
Foi assim que Deus me fez...

E deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

Só posso levantar, as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel, ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso, Com o que tenho, vivo
De mansinho lá vou eu...

Se a coisa não sai, do jeito que eu quero
Também não me desespero, o negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu!
E sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

Eu já passei
Por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida
Espero ainda a minha vez
Confesso que sou
De origem pobre
Mas meu coração é nobre
Foi assim que Deus me fez...

Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

22 de agosto de 2016

E O QUE ERA DOCE ACABOU-SE

Imagem StockSnap


E ficou a saudade!
Pelo menos pra mim, e acredito que pra milhões de pessoas ao redor do mundo.
Precisávamos desses momentos de emoção e de alegrias. 
E o esporte está aí para nos ensinar tudo quanto precisamos aprender para vencer obstáculos.
Não somos a maior e melhor tecnologia do mundo porem o que nós oferecemos foi algo que nenhum laboratório é capaz de produzir.
A hospitalidade e a alegria do brasileiro.
Que mesmo com tantos problemas é capaz de segurar a peteca com a sua raça e coragem!
O Rio de Janeiro foi o mestre que soube representar muito bem quem somos nós.
A Olimpiada do Rio foi muito criticada, a olimpíada não resolveu e não resolverá os nossos problemas sociais e nem políticos. Mas, foi uma chuva de bençãos dos céus derramada sobre nós que acreditamos na paz, na solidariedade, na união e na alegria.
Conhecemos pessoas lindas, maravilhosas, pessoas simples que acreditaram nelas mesmas e com isso nos dando o incentivo da luta do dia a dia.
Problemas e dificuldades fazem parte da vida do ser humano. Se para alguns faltou alguma coisa, é normal porque a perfeição que tanto exigimos, nem nós mesmos o somos.
A Perfeição está nos céus, que nos cobre todos os dias e nos convida para as reflexões.
A cada pessoa que contribuiu para que esse espetáculo acontecesse aqui, O MEU MUITO OBRIGADA, DE CORAÇÃO!
Ficará a saudade desses dias inesquecíveis que se passaram tão rápido!
E que Deus abençoe a todos!

Maria de Lourdes

25 de maio de 2014

Vidinha na Escola



A importância do Bê a Bá

E voltando ao meu passado repleto do que é o que é, para homenagear em forma de agradecimento ás pessoas que passaram pela minha vida.
E já que acredito na vida após a morte do corpo não vou querer reencontra-las sem sequer haver passado pela vida e sem tocar nos seus nomes.
E uma dessas pessoas é a Dona Mariquinha a minha primeira professora, aquela que me ensinou o ABC e ainda hoje lembro da minha cartilha de ABC e minha tabuada.
A Dona Mariquinha tinha uma escola particular, era amiga da minha mãe e até hoje lembro da sua fisionomia.
Minha segunda professora foi a Dona Geralda. Tinha uma escola pertinho da Igreja, um quarteirão da minha casa.
Tinha também a madrinha Néia, minha madrinha que adorava me presentear com lindas bonecas. Fazia uns bolos que era uma delícia e quase todo dia trazia bolo pra mim.
Tinha também a Dona Inacinha, que cuidava da minha mãe quando ela tinha bebê, fazia um ensopado de galinha que minha mãe odiava porque só tinha gosto de agua e eu adorava aquele panelão cheio d’água até a tampa.
Tinha também a Finha que passava as roupas lá de casa, ainda não vi alguém passar uma roupa daquela maneira com um ferro cheio de carvão com brasas e sua irmã Terezinha que não saia lá de casa, era a melhor amiga da minha mãe.
Enfim não tem como falar de todo mundo, senão não termino nunca!
Quando cheguei na idade de entrar nas escolas, fui para o Grupo Escolar José Matias Sampaio.
E por incrível que possa parecer foi nessa escola acho que já no segundo ano, um dia chega na cidade uma família, e um desses personagens que não são fictícios vai estudar na mesma escola e na mesma classe que eu.
Pois não é que esse dito cujo, depois que cresceu virou o meu marido? 
Essa escola, era uma escola linda, com suas salas grandes e o quadro negro enorme na parede, janelas grandes e largas, pena que não tenho uma foto para mostrar. 
Terminando o quarto ano que na época era o quarto ano primário fui para outra escola.
O Colégio Padre Viana. 
Cujo Proprietário e Diretor era o Sr. José Teles de Carvalho. Era uma pessoa muito querida e todos nós o amávamos e respeitávamos muito.
Nesse Colégio vivi a minha adolescência, tempos que não esquecerei jamais. Lembro do nosso uniforme que era uma coisa muito linda.
A saia vermelha grená, blusa branca, a boina vermelha grená, meias brancas e sapatos pretos.
Tínhamos o uniforme para as aulas e o uniforme também da mesma cor para os dias de festividades quando usávamos a boina. 
Como eu tinha orgulho e zelo por aquele uniforme e quando a Finha passava a saia com pregas dava vontade de nunca sentar só para não amassar.
Nas horas de recreio, em épocas da cana de açúcar, corríamos para um lugar que hoje é patrimônio cultural.
A Nascença.
Visitávamos também o Cruzeiro e a Pedra do Urubu

Aí já é outra postagem!

21 de maio de 2014

FESTA DOS CABOCLINHOS


Festa dos Caboclinhos

Era um tiquinho de gente, mas de uma vivacidade que acredito ser fora da época. 
Eu mesma cuidava do meu viver feliz. 
E se nas minhas lembranças existe uma pessoa que não posso esquecer é de Maria Alacoque. 
Foi minha professora que me ensinou a rezar o Pai Nosso e a Ave Maria. 
Acredito que todas as crianças daquela pequena cidade foram suas alunas de catecismo.
Lembro bem de uma música que ela nos ensinava. E gravei para sempre na minha memória.

"Mãezinha do céu
Eu não sei rezar
Só quero repetir
Quero de te amar
Azul é teu manto
Branco é teu véu
Eu quero ser tua
Ó mãezinha do céu!

Éramos de 20 a 30 meninas, cantando esse hino em coro que ao lembrar me faz chorar de saudade!
Saudade de coisas boas, de tempos bons, da nossa inocência, quando não conhecíamos o que era a maldade humana que vemos pelas ruas ou pelo mundo afora.
E Maria Alacoque, figura muito conhecida na cidade, era a organizadora das festas de fim de ano. Preparava o presépio que era verdadeira obra de arte. 
Acredito que além de professora era mestre na arte de decoração porque o seu presépio era comentado e visitado por muita gente que admirava aquela beleza.
Nos preparava para uma festa, onde eu não entendia nada, e só depois que cresci a curiosidade me fez retornar à aqueles tempos inesquecíveis e constatar que os costumes ali eram parte de uma cultura de povos e tempos que estão registrados nas memórias daqueles que preservam as lembranças.
As famílias preparavam os presépios em suas residências e a noite o cortejo de Maria Alacoque saia de cidade a fora composto pelos seguintes personagens.
Os índios, os caboclinhos, as ciganas, as pastorinhas, os beija flores, as borboletas, o pastor, os anjos, a estrela, o sol e a lua e os três reis magos com os presentes.
Eram as alunas (os) e ex alunas (os) do catecismo que faziam parte desse espetáculo, que atraia a cidade inteira. Saiamos cantando e dançando pelas ruas a fora e o cortejo de pessoas para visitar o presépio da residência que nos esperava.
Eu era um dos caboclinhos, vestida de short vermelho com elástico nas pernas e uma faixa também vermelha amarrada no busto, o rosto  e braços pintados e uma faixa na testa com penas coloridas que ela preparava. E cantávamos bem assim: acompanhando a Maria Alacoque, em uma só voz o nosso bem ensaiado canto:

Vão chegando os caboclinhos,
Na cidade de Belém,
Tão lindos e pequeninos,
Quanta beleza que tem!

Quem são vocês?
Caboclinho da aldeia
Para onde vão?
Vamos a Belém
Vão ver a quem?
Jesus nosso bem
Vão ver a quem?
Jesus nosso bem!

E ao chegarmos na residência onde estava o presépio a festa começava. Com o canto e a dança dos caboclinhos!
A dança das ciganas, com seus chocalhos nas mãos
A dança das pastoras,
A cantiga da estrela, que dizia "que era uma estrela brilhante que Jesus veio anunciar" 
A cantiga do sol e da lua que iluminavam a terra.
Um verdadeiro teatro ao ar livre que atraiam pessoas de todos os lugares.
E era lindo demais!
Como não sentir saudade de tudo isso?
E no dia 06 de janeiro dia de reis, fazíamos uma grande roda na calçada da Igreja em volta da fogueira feita com as palhas de coqueiro que ornamentavam os presépios.
Cantávamos assim:

Essas palhinhas 
Que estão se queimando
É da nossa lapinha
Que está se acabando

Adeus meu menino
Adeus meu amor
Até o próximo ano
Se vivo ainda for.

E a minha homenagem nessa postagem é a Maria Alacoque, que tanto nos ensinou e alegrou.
E onde estiver, deve está espalhando a sua alegria sadia. Essa que faz a gente lembrar e não esquecer nunca mais.
Maria Alacoque faz parte da história de uma comunidade, que trouxe a cultura de povos espalhados pelos cantos da terra, e somente através dela é que conheci esse espetáculo e muito me orgulho por tê-la conhecido.

Maria de Lourdes


20 de maio de 2014

Semente do Bem


A Semente do Bem

E lembrando daqui e dali voltei ao meu passado, não sei se todas as pessoas são ligadas às suas raízes, eu pelo menos sou muito ligada às minhas. Acho lindo tudo aquilo que passou, vivi e vi. Engraçado que parece que todas as pessoas que faziam parte da minha infância também carregam consigo um poço de saudades.


E quem vê esse casarão em ruínas, por onde muitas vezes, quando criança passei pelas calçadas, não sabe que dentro dessas paredes existiu uma bela e grande história.
Era o Casarão da  família Balbina Viana Arrais. Construído em 1907.
Segundo narra a escritora Marineusa Santana, que foi uma das minhas professoras, e narra no lançamento do seu livro o texto a seguir:



Boa noite aos componentes da mesa, aos amigos da Cultura, e a todos que nos prestigiam, com suas presenças. 
Quem em Brejo Santo pode dizer que não gozou ou não goza dos efeitos ou benefícios das obras realizadas por Balbina Lídia Viana Arrais - A MESTRA?
As suas iniciativas, as suas realizações, seus feitos estão presentes na nossa cultura até hoje, pela tradição oral ou escrita ou pela própria história da cidade.
Ela veio à Vila de Brejo dos Santos, a mando do governo, ensinar as primeiras letras, por um determinado espaço de tempo, pensaram alguns, principalmente por saberem ser ela esposa do Boticário Lydio Dias Pedrozo. Engano ! 
Deus é providente e não falha aos que nele confiam.
Aqui ela ensinou as primeiras letras às crianças, aos  adolescentes , às donas de casa, à luz do candeeiro à noitinha; ensinou a amizade, a solidariedade, o respeito, a partilha , o amor, ensinou a dignidade a muita gente, ensinou enfim o valor da vida , ensinou a viver, com o seu testemunho de vida.
Acolhida por Basílio Gomes da Silva iniciou na Taboqueira a missão desempenhada eficazmente até sua morte e soube tão bem transmitir à Filha, às netas, às  afilhadas,  as agregadas, às amigas a todos que tiveram a graça de com ela conviver.
Entre os alunos garimpava os diamantes brutos e encaminhava-os aos seminários ou em busca de uma profissionalização.
Seu temor a Deus era tamanho a ponto de não fechar as portas de sua casa para quem quer que fosse, nem para socorrer a  um cangaceiro agonizante.
O Casarão serviu de escola, Igreja, Casa paroquial, esteve sempre disponível a tudo e a todos.
Porém não houve nenhuma autoridade que se sensibilizasse e buscasse junto aos órgãos federais  uma ajuda a fim de que ele fosse tombado como Patrimônio histórico. Os universitários e os professores que tentaram fazer algo,não mereceram a atenção das nossas autoridades. Quantas vezes vi Madrinha Auristela sair à  procura de negociar a fim de poupar a demolição do casarão. Tudo em vão. O pior de tudo é que demoliram sem necessidade. Nada foi construído. Está lá apenas o muro das lamentações.
Não podemos esmorecer. Precisamos buscar parcerias com instituições, reedificar o casarão para um espaço cultural.
É louvável registrar os dados para a nossa história não se perder. Nossas novas gerações precisam saber da sua história; Mas ainda é tempo de lutar a favor da reconstrução do CASARÃO DO SABER, da Nascença e de outros projetos .
Obrigada aos familiares de D.Balbina que se fizeram presentes, a todos que contribuíram para a impressão do Livro, aos que compareceram ao evento e aos que se juntarão a nós na luta pela cultura..
Meus sinceros agradecimentos e Boa Noite.

Marineusa Santana

29/12/2007


A minha homenagem nessa postagem é para a Dona Balbina Viana Arrais, muito ouvi falar no seu nome, na grandeza da sua alma. A ela devo o fato de saber ler e escrever porque foi ela que plantou o alfabetismo naqueles tempos tão difíceis, ensinando à luz de candeeiro.
A minha homenagem também é para a Marineusa Santana, escritora e professora, pessoa extraordinária, culta, simples, amiga, solidária e que muito fez pela nossa cidade. Foi uma das minhas professoras. De longe sempre acompanhei o seu trabalho, lendo os seus textos e cronicas. Que Jesus abençoe esses anjos que fizeram parte de alguma forma do meu passado e lá no espaço infinito continuam plantando a Luz do Saber e do Entendimento.

15 de março de 2014

LEMBRANÇAS

Imagem:
dicasdepele.blogspot.com
Sempre quando viajava pra minha cidadezinha do interior, gostava de visitar os sítios das comadres da minha mãe, só pra ouvir aquelas histórias que aconteciam no passado que me deixavam hora de queijo caído, hora de cabelo em pé, hora dando boas risadas.
Era um sossego de fazer inveja.
E a noite preta da cor de breu, como dizem por lá e um candeeiro lá no canto da sala para iluminar aquele cenário e virávamos a noite ouvindo histórias que o tempo registrou em cada canto daquela paragens.
Pense numa pessoa que gostava de ouvir histórias e essa pessoa era eu. E até conhecia netos de escravos que sabiam de cor e salteado episódios de não se esquecer nunca mais.
Terras e pedras testemunhas de gemidos de sofrimento e dor de um tempo que só Deus sabe explicar o porquê.
Visitava uma senhora com mais de 100 anos, segundo ela, que sentadinha em uma cadeira me recebia com um sorriso de felicidade que jamais vi em rosto nenhum. 
Com o seu velho cachimbo na boca, apagado por sinal, dizia que era pra não perder o costume e dava boas risadas.
Dona Maria, assim eu perguntava a senhora é feliz?
Ela respondia: Minha filha eu não tenho do que reclamar da vida não.
É difícil alguém ouvir uma frase igual a essas nos dias de hoje. 
Bom, mas voltando lá pra minha cidadezinha do interior, que não devia um centavo pra ninguém, a paz corria solta. Era tanta paz de dar sono na gente.
E lá no sitio onde eu era hóspede de primeira classe, era tratada a pão de ló. 
Levantava cedinho e aquele céu azul cheio de nuvens da cor de algodão, recebia os primeiros raios do sol aquecendo a mata que fazia exalar das laranjeiras, mangueiras, coqueiros, goiabeiras um cheiro que só a natureza sabe produzir. 
Na mesa, o café quentinho, leite tirado da vaca instantes atrás, fervido com uma nata que eu adorava passar no cuscuz feito de fubá de milho deixado de molho da noite pro dia e depois passado no moinho.
Depois, em companhia das minhas amigas ia passear pela mata, andava alguns quilômetros por uma estrada de terra vermelha depois chegava a um açude onde não arriscava sequer molhar os pés. Depois sentava embaixo dos tamarineiros carregados de tamarindos que eu adorava.
Ô vidão!
Os dias voam depressa e lá se vão as minhas férias e necessário é, retornar pra minha rotina.
E os anos também passam.
Passaram-se mais ou menos 28 anos!
Aquele mundo quase que sobrenatural parece não existir mais. 
As pessoas amigas já se foram, outras cada uma com os seus destinos não as encontrei mais, talvez como eu, buscaram outros ares, outros caminhos.
Não deixaria de retornar à aquele sitio, pelo menos para ver de longe, os lugares por onde andei e as lágrimas escorriam dos olhos, do coração e da alma de tanta saudade.
O casarão de paredes amarelas está intacto e muito bem cuidado como também as laranjeiras, as mangueiras, as goiabeiras e outras árvores inesquecíveis. 
Ali residem agora outras pessoas, não as conheço, apenas o lugar e as lembranças das pessoas hospitaleiras e amigas onde eu muitos dias passei ouvindo as mais belas histórias de um passado que sei foi e deixou raízes no coração da gente.

Maria de Lourdes

16 de fevereiro de 2014

A TELHA. 2ª PARTE


Pois é, se não estivesse tão tiririca da vida, até que teria dado boas risadas pelo fato de querer comprar telha para repor com uma foto. 
Isso se chama não entender mesmo de telhas e o que é pior, alem de não entender o marido também não entendia de bulhufas nenhuma! 
Me deu uma raiva!
Que eu saiba, marido é quem entende de telha. Pelo menos na casa do meu pai ele entendia de tudo. 
Mas voltemos aos fatos, porque estava com muita pressa com medo da chuva.
E foi bem assim que aconteceu. 
Um calor terrível com sensação térmica de 50°, transito intenso, o povo todo meio doido de tanto calor e eu correndo atrás de uma telha chamada de telha paulista, volto em casa e alguém tem que subir no telhado pra pegar a tal de telha. O pedreiro está viajando com destino a minha casa, logo logo ele chega e eu preciso está com as telhas. 
Estou parecendo uma doida e meia, não tiro o olho do céu pra ver se vai chover ou não, que agonia!
E voltando ao deposito e para minha surpresa, lá não tem a bendita telha. Até que tinha uma bem parecida que custava R$ 1,29. 
Exclamei aos quatro cantos da loja. Meu Deus que telha barata, pois é dessa mesma que vou comprar e não quero nem saber! Mas fui informada que não daria certo. 
Não desmaiei porque precisava ficar de pé. Mas o vendedor me indicou o deposito onde eu encontraria essa raridade e lá vamos nós com aquela preciosidade fedorenta a pó embrulhada a sete chaves primeiro em um jornal, depois em um pano, depois em um saco, depois na sacola.
E lá vamos nós, rumo ao endereço informado. Nunca vi tanta telha, só não existia mesmo as irmãs da raridade. Mas o vendedor foi bem otimista: “calma que nem tudo está perdido” e nos deu outro endereço onde encontraríamos aquela que estava me dando tanta dor de cabeça e lá chegando também não tinha. 
Até que tinha, disse ele, mas acabou e assim mesmo eram poucas. E lá vamos nós de novo rumo ao novo endereço que nos foi fornecido e nada.
Entrei em desespero, teria que trocar toda a telha da casa. Que absurdo, a chuva vai chegar e eu não resolvo esse problema.
Depois de rodar SP inteiro apareceu uma alma bendita que nos informou que seria fácil encontrar no museu das telhas. 
Essa é para aprender que lidar com telha e telhado exige conhecimento. Vá mandar um faz-tudo subir em cima da sua casa e verá o tamanho do problema que vai arrumar pra sua cabeça, porque a primeira coisa que ele vai fazer é pisar onde não deve e quebrar as benditas que protegem você e sua família do aguaceiro. Chegando ao museu que não é pequeno encontramos a raridade, mas tinha também mais um detalhe, precisava trazer a outra parte da telha senão não daria certo. Levamos somente a capa e faltava a tal da bica. 
Meu marido sofreu nesse dia, era pra tirar a telha completa e andamos por uns trinta depósitos só com a capa da telha achando que era a telha.
Meu Deus, essa foi demais! Teríamos que voltar para pegar a bica da telha ou a telha de nome bica.
Que situação hem? Rodei quase a cidade de SP inteira por causa de uma telha para aprender uma grande lição.
Por fim, resolvemos o problema. Agora sei que existe o museu das telhas onde se encontram verdadeiras relíquias. 
Descobri também telhas de mais de 200 anos e fabricadas pelos escravos. Muito me chamou atenção esse fato porque naquela época não existiam fôrmas para se fazer a telha. Elas eram fabricadas uma a uma e moldadas na coxa. Valeu todo o meu sacrifício, a minha mente embaralhada pelos acontecimentos dos últimos dias simplesmente viajou no tempo. Imaginei quantas cenas aquelas telhas presenciaram e na sua composição quanto suor daqueles que as confeccionaram.

Bom o meu drama de nome rio d'água proveniente de uma goteira mal cuidada graças a Deus chegou ao fim, o pedreiro consertou tudo, fez a reposição das telhas como manda o figurino e eu parei de olhar para o céu procurando nuvens carregadas de chuvas. Agora chove e eu estou feliz da vida. 


4 de dezembro de 2013

O MEU BLOG PRECIOSO VAI BEM OBRIGADO


Existem muitos artigos sobre blog. Como criar um blog, como divulgar um blog, como atrair leitores para o blog, como fazer sucesso com o blog, como ganhar dinheiro com o blog.
Blog isso, blog aquilo e blog aquilo outro. Confesso que são tantas informações que se não tiver cuidado fica louco.
Todas essas informações são ótimas não podemos dizer que não, mesmo porque de blog não entendo nada. Minha especialização e profissão e formação é outra.
Agora pode me perguntar. E porque você tem um blog? Boa pergunta que não saberei responder em detalhes.
Talvez porque na minha família todos tem um blog, talvez porque eu gosto de escrever, talvez porque gosto de dividir informações úteis e por isto tenho mais de um blog. 
A verdade é que não foi e não é minha intenção ter um blog de sucesso. Longe de mim, porque meu negócio não é blog.
Se você criou um blog e está no mesmo patamar que eu, sossegue e não desanime não, quando ver um blog com milhões de acessos e o seu não!
Tenha ânimo criatura porque o sol está lá em cima lindo e maravilhoso brilhando pra todos.
Vai ver que seu negócio não é blog, ou melhor, seu fraco! Mas que você gosta de escrever, somente, e eu lhe digo que nós duas (pessoas) empatamos direitinho!
E se o seu blog é de contar a sua história, que ninguém quer lê, acalme-se, esse negócio de contar história não dá em nada, pois o povo gosta mesmo é de outro tipo de histórias que não é a nossa!
Nós não somos nem artistas, nem escritor, nem ator pra ter biografia! E mesmo que fossemos, Não descobrimos e nem inventamos nada pra fazer sucesso.
Historinha furreca de lacinho de boneca quem quer saber? Nem meu filho quer! Pois ele adormeceu só em ouvir eu falar que ia contar a história do meu blog.

Existem BLOG e blog é só colocar o dedo na consciência!
O nosso se enquadra no segundo. É nosso diário e serve de lembrança quando estivermos na idade.
Portanto nada de desanimo, se não tem comentário, se não tem seguidores faça como eu. 
Sorria que a vida é bela! Nós não entendemos de SEO. O nosso SEO é aquele outro C+E+U, que por sinal hoje está com um sol lindo. 
E até mais ver!
Maria de Lourdes

11 de outubro de 2013

RECEITA DE SUCESSO PARA O SEU BLOG


Acostumados que estamos com a rotina da nossa casa, não queremos mudar simplesmente porque dá trabalho, ou se a necessidade nos obriga a mudar vamos dá preferência para uma casa que seja nos moldes daquela que estamos acostumados.

Sucesso exige mudanças, exige alternativas, exige trabalho, estudo. E passando o exemplo acima para o blog ou site a situação é a mesma. É você que vai determinar o sucesso do seu site ou blog. Não creia que você escreveu uma bela de uma postagem e ela vai estar na boca dos sites de busca se você não praticar as boas regras dentro de uma rede. Ou você só quer mesmo está em uma rede só e ficar com a sua postagem restrita aos velhos amigos que vão lá dão seu voto e você fica satisfeito? E seu site como fica? As novidades na internet acontecem segundo após segundo e se você não acompanhar pelo menos uma, eu não sei o que vai acontecer com o seu site ou blog. De nada adianta ter um site ou blog que custou os olhos da cara, lindo maravilhoso, se você não segue as boas práticas de divulgação do seu patrimônio virtual que é o seu site ou o seu blog. Você acredita que é mais fácil permanecer numa grande rede porque lá terá mais chances com o seu blog ou site, no entanto entra dia e sai dia e sua postagens não passa de 10 ou 12 pontos, você quer tudo fácil e depois existe a tal de panelinha que você reclama de vez em quando. Só que a panelinha foi criada com muito trabalho e dedicação, seguindo as regras da boa vizinhança e sem contar que gentileza gera gentileza. Interagir dentro da rede faz o seu site ou blog crescer pelo mundo afora. Afirmo com honestidade que os meus sites estão na primeira página dos principais sites de busca e afirmo também que não foi nada fácil. É um trabalho de todos os dias. Uma boa opção confiável para você cadastrar o seu site ou blog é o FeedTurbo. Um dia alguém me falou do FeedTurbo e como sempre estou buscando novas alternativas de divulgação corri atrás, fui conhecer e de cara já gostei. Percebe-se que por trás da rede existem pessoas dispostas em lhe dar informações, em ajudar nas dificuldades. São grandes nomes por trás de uma rede que a cada dia inova as suas funcionalidades. O FeedTurbo oferece todas as opções para você fazer o seu site ou blog crescer. O FeedTurbo também nunca me deixou falando sozinha, todas as minhas dificuldades foram esclarecidas em tempo hábil, quando usei o fale conosco. Posso cadastrar meus sites e blogs, posso enviar links de qualquer notícia da internet, posso enviar as minhas postagens para o meu grande amigo o GOOGLE +, posso compartilhar com o Facebook com o Twitter, posso criar comunidades sobre política, futebol, música, literatura, culinária ou sobre o meu próprio site, posso enviar vídeos, enfim o resto como sabemos é conosco mesmo. Nenhuma rede vai levar o seu site para uma boa posição se você não colocar a mão na massa. As boas práticas dentro da rede faz você entrar nos círculos das amizades e assim todos saem ganhando. Vejo muitas postagens por aí que são de conteúdos riquíssimos e no entanto paradas sem nenhum voto. A pessoa desanima e sai.
Não faça isto. Se a questão é o sucesso do seu blog ou site, deixe as picuinhas de lado, e venha fazer parte do FeedTurbo.

8 de outubro de 2013

BLOGUEIRA COISÍSSIMA NENHUMA


E nem amadora!
E nem aprendiz!
E quem me seguir eu também sigo, e quem votar nas minhas notícias eu também voto e quem comentar as minhas postagens também comento.
É assim, sem muito stress porque stress já chega a minha vida que é um verdadeiro balaio de gato. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.
Bem que eu gostaria de ser uma blogueira profissional, porque acho o máximo um blog lindo e organizado mas é aquele negócio quem pode, pode e quem não pode se sacode.
E eu ? nada mais sou que um sacudimento de blog. E só estou escrevendo tudo isto porque li uma postagem a respeito da responsabilidade de ser blogueiro. Em parte até que concordo, porem eu nunca tive a ideia de ser uma blogueira profissional. De ficar noites sem dormir por causa do blog. Como não tenho papas na língua digo que:
Bem que eu gostaria. Mas na vida existem dois tipos de pessoas. Aquelas que podem e as que não podem. Estou inclusa nas que não podem. Porque se eu me dedicar inteiramente ao blog quem vai pagar minhas contas e colocar o arroz e o feijão na minha mesa? Logo eu que não tenho emprego fixo com salário fixo, não vivo de renda? 
Por isto que digo: não sou blogueira. Partindo do princípio de que ser blogueira é tudo o que eu li na postagem, então reconheço que não sou. Criei um blog ou vários blogs, não para fazer sucesso com eles, é claro que fico muito feliz quando encontro um novo seguidor e retribuo com o mesmo carinho.
E dizem também que até comentam entre si porque a gente não atualiza o blog. Era só o que faltava. Vivo do meu trabalho, e pelo que eu saiba nunca me deparei pedindo nada para ninguém. Por este e outros motivos que não frequento tanto outras redes sociais por aí, porque percebo que algumas pessoas estão mais preocupadas em se meter na vida dos outros.
Existem blogs que são mesmo um exemplo de blog. Reconhecidamente não é o meu caso

5 de julho de 2013

TUTO4PC FORA DO MEU COMPUTADOR

Olá TUTO4PC, não sei quem é você, nem de onde você é, mas sei qual a sua finalidade: Invadir o meu computador!

ENTRÃO! mal educado e sem ética quer entrar no meu computador de qualquer jeito!

PENETRA de 5ª você é! porque está me atrapalhando, está me fazendo desligar o meu computador diversas vezes por dia, porque quem consegue fechar a sua pagina? NINGUEM!

Não lhe convidei para invadir meu computador.
E pesquisando sobre as sua intenções na internet, deparei-me com o seguinte:

Você traz consigo um cem número de páginas de propaganda que não estou nem um pouco interessada.

Sabe porque? Estou no meio do maior centro de lojas do país onde se vende de tudo!

PENETRA INFELIZ, ESTE TUTO4PC, Que está realmente me tirando do serio!

Pode ter certeza, que já estou tomando as devidas providências para saber de onde raios você partiu!

Mas, enquanto estas providencias não se concretizam:

NÃO QUERO SUAS PÁGINAS,
NÃO QUERO SUAS PROPAGANDAS,
NÃO QUERO VOCÊ NO MEU COMPUTADOR!

A pessoa pra fazer valer os seus direitos tem que dar uma de doido! Falando sozinho!


11 de maio de 2013

O BOLSO


Afinal o que é Bolso?

Segundo o dicionário é:

Saco de tecido cosido por dentro ou por fora de qualquer parte do vestuário.
O bolso pode ser pequeno ou grande. 
Pode ser quadrado, redondo, retangular ou comprido.
O bolso pode ser embutido ou simplesmente costurado por cima da peça de roupa.
O bolso pode ser encontrado na calça, no short, na camisa, na blusa, no palitó ou na bolsa.
Como fazer um bolso?
Se costurado por cima da roupa, corta-se o bolso na medida ou formato que se deseja, mede os lugares onde se vai colocar para não ficar torto com auxilio de alfinetes.
Se embutido: ai dar mais trabalho: primeiro prepara o bolso, depois abre-se o lugar onde vai implantar o bolso e costura-se por dentro para ficar quase que invisível.
Passa-se o ferro, cuidado para colocar um pano por cima para não queimar o bolso.
E por falar no bolso, o bolso já foi muito rico, vivia cheio de dinheiro. 
Hoje em dia costuma-se guardar o seu conteúdo no banco.
O bolso também pode ser furado e é ai que as moedas caem e a pessoa sai feito louca correndo atrás tudo porque o tal de bolso furou-se, daí é simples: pega uma agulha coloca a linha e costura o bolso e o bolso voltar a ficar novinho.
O bolso mesmo feito de pano ou de couro ou de plástico mexe com a cabeça de muita gente!
Ô sujeitinho danado é o bolso.
O bolso é o rei da parada, é o rei da piada, é o rei da cocada, e manda até no dono.
O bolso é a cara metade do dono!
É muito fácil soletrar o bolso: B O L S O
Bolso deixa de ser saco de pano num segundo para ser juiz do dono!
O bolso deixa o dono doido quando mexe nele.
Tem gente que não gosta de bolso na roupa, mas carrega um no pensamento!
Quer ver você resolver um problema? Mexa no bolso
Quer ver você ser entendido? Mexa no bolso
O bolso já mexeu com os nervos de muita gente!
O bolso já fez muita gente gaguejar!
O bolso já deu muita dor de barriga!
Outro dia trocaram o bolso pela cueca e não deu certo
O bolso com raiva gritou: “o dólar tá na cueca”
Porque o bolso é ciumento!
Não dá seu lugar pra ninguem!
Por isto que eu digo, quem tem bolso que cuide do seu bolso!
O bolso possui direitos autorais, por isto não copie o bolso
Este bolso aqui é meu!

27 de março de 2013

AMIGO É PRA ESSAS COISAS

Para dar uma palavra amiga!
Para dar o ombro para a gente chorar!
Para ouvir as nossas queixas e desabafos!
Para nos criticar, quando estamos errados!
Para guardar os nossos segredos!
Para nos dar um empurrão, quando empacamos na vida!
Para rir quando precisamos de um sorriso!
Para nos levar ao médico, mesmo que seja a força!
Para seguir o blog!
Para votar nas noticias!
E nessa de amigo vai e amigo vem, tive uma grata surpresa, reencontrei uma grande amiga que não via a tempos! curtiu minha página e ao ve-la por pouco não desmaiei! Mas olha quem está aqui! pensei com meus botões! E fiquei prá lá de feliz!
Enfim, amigo que é amigo é isso mesmo! 

Maria de Lourdes

30 de dezembro de 2012

UM ANO QUE VAI E OUTRO QUE VEM


Quer queira ou não é assim!
Penso que não adianta querer mudar todas as nossas atitudes no dia 31 de dezembro para depois cometer os mesmos erros!
Penso que adquirimos no decorrer do tempo a bagagem que direcionará a nossa vida e vamos colher exatamente o que plantamos a cada segundo.
As escolhas serão de nossa inteira responsabilidade, sucesso ou fracasso será a colheita obrigatória, e assim a vida segue.
Porem a maior sabedoria do ser está em exercitar dia após dia a fé e a esperança.
Sim, porque esses atributos nós desenvolvemos no decorrer das nossas vidas, através do aprendizado constante, no ano após ano!
O que seria do nosso viver se bem lá no fundo da alma não tivéssemos a fé e a esperança? Num mundo tão contraditório no qual vivemos, onde a violência e o desamor parecem que impera nos corações?
Isto é tudo o que nos resta?
Certamente que não.
A fé que canta bem lá no fundo da alma diz que o amor, a alegria, a fraternidade, a solidariedade, amizade não são histórias de livros e filmes não, elas estão também por ai, nos corações e nas atitudes de milhares e milhares de pessoas.
E a esperança? Também, caminha lado a lado com a fé, nos corações.
E neste mundo, tão controverso, nos reunimos em pensamentos, ou em ondas magnéticas, ou em vibrações, não importa o nome, porque o que conta é a ação!
Eu aqui, você ai, outro e outros, não importa onde, unidos em uma só corrente na esperança e na fé de um ano de paz.
E os anjos, porque acreditamos, dizendo amém, ou que assim seja, a todas as nossas aspirações.
Que saibamos fazer as escolhas certas e que aprendamos a plantar um pouco de amizade no coração daqueles que ainda não conhecem o valor da solidariedade.

Feliz Ano Novo! Com fé e esperança no coração.
Maria de Lourdes

28 de dezembro de 2012

GRIPE OU ALERGIA

Pois é!
Nesses tempos de calor, mais quente que no nordeste, poluição e baixa umidade do ar peguei uma gripe. 
Nessas alturas, já nem sei se é gripe ou alergia. 
Ou alergia ou gripe sei dizer que está pra lá de mês que estou nesse chove e não molha: gripe ou alergia ou alergia ou gripe. 
Um médico diz que é gripe e outro diz que é alergia e quem padece sou eu com medo de morrer. 
E por falar em medo de morrer, somente hoje descubro que tenho síndrome do pânico. 
Pois é bem interessante esta história, levei uma vida inteirinha para descobrir por mim mesma que tenho este problema ai: Síndrome do Pânico. 
E o meu é o pior que existe, medo de morrer. Meu cunhado que de tudo faz uma graça me diz:
- vem cá:
tu tem medo de morrer por quê?
Tu é melhor do que os outros?
Se todo mundo morre, tu quer ficar aqui pra que?
Pois não é que ele tem razão e eu não sabia?
E esta história de medo de morrer aconteceu justamente quando eu era criança e o povo inventou que o mundo ia se acabar.
Que o mundo ia ficar sete dias e sete noites no escuro e depois o sol derreteria a terra. Nesta época fiquei no maior desespero, acredito que esta estória mexeu com a cachola, ou com o juízo, ou com o emocional de uma pessoa que conheço: EU. 
Aliás, pensava que conhecia, porque depois de uma vida inteira descubro que sofro de síndrome do pânico. 
Mas, não é muito é só um pouco! 
Mas, pense numa pessoa que tem medo de passar mal! 
E com essa gripe que não sei se é alergia, resolvi comprar um remédio que a minha mãe usava muito quando éramos criança. 
Só não vou dizer o nome. Mas só eu mesma sei do malabarismo que precisei executar para abrir a tal latinha. 
Naquele tempo a bichinha era ruim de abrir e hoje pude ver com esses olhos que um dia a terra há de comer, que a danadinha da latinha ficou pior! 
Sem brincadeira, vira prá lá vira pra cá, aperta daqui aperta dacolá, vira pra cima vira pra baixo, tenta com um pedaço de pano, e a danadinha não abre pra eu sarar de vez da minha gripe, que não sei se é alergia. 
Uma coisa eu digo: duvido que naquela latinha entre bactéria, ar, água, micróbio, vírus, pensamento, ou seja, lá o que for. 
E depois que tentei de tudo quanto é jeito e isto em plena madrugada, tive que acordar todo mundo pra abrir a danada da latinha. 
Por fim meu marido conseguiu, depois de quebrar a unha. E tem uma coisa, depois que fechar, vai ser pior, porque a danadinha começa a escorregar entre os dedos, daí quero ver tudo de novo! 
Mas é um santo remédio que passado de avô pra pai, e de pai pra filho e de filho pra neto e de neto pra bisneto, vai curando as gripes de muita gente e se brincar até as alergias também. 
Pelo menos a minha está quase curada e dou viva a latinha que guarda tão bem guardado o remédio para tantas gripes, seja alérgica ou não.

9 de maio de 2012

MOÇA VÉIA NÃO. A HISTÓRIA HOJE É OUTRA



Pra ver mesmo como são as coisas: o que é que está faltando acontecer neste mundo de Deus? Assim diziam as avós.
Imagine se elas vissem o que acontece hoje. Diria que esse mundo está mesmo virado de cabeça pra baixo.
Pois se esta estória de moça veia era uma preocupação de muita gente, eu mesma tinha até um caderno cheio de orações e simpatias pra S. Antonio, que dizem ser o santo casamenteiro. E se eu tinha esse caderno era porque a preocupação era grande, e com certeza copiei de alguém que vivia no mesmo dilema que eu.
Era um tal de pegar o S. Antonio e colocar de cabeça pra baixo,
De afogar o santo em um copo d’água,
De tomar o menino Jesus do colo do santo,
De colocar o santo dentro do congelador
E muitas malvadezas que nem é bom contar, tudo pra não ser chamada desse nome aí: (MOÇA VÉIA).
Sem contar nos sermões e nas ladainhas que o coitado do santo era obrigado a ouvir, porque sendo estátua de que jeito podia correr?
Começava-se rogando:
Ò meu santinho! Tenha pena de mim, não me deixe passar por esta humilhação, já ando na rua desconfiada, estão me chamando de vitalina, de titia, de caritó, de beata!
E olhe aqui! Só vou fazer as pazes com você, quando me trouxer um marido.
Mas, como escrevi no inicio, o mundo dá muitas voltas porque hoje a história é outra ouviu vovó!
Conheço muitas mulheres que fogem de casamento como o diabo foge da cruz.
Pois não é que o mundo mudou mesmo? Acho que o santinho está vivendo mais em paz!
E as almas? Devem está no seu devido lugar: no descanso, porque naquele tempo de uma coisa tenho certeza, muitas perderam o juízo e ao invés de céu foram pro purgatório de tanta raiva daquelas beatas lhes tirando o sossego devido!
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Falando seriamente, existiam várias razões, muitas vezes dramática para uma moça não casar antigamente e achei muito interessante este artigo escrito por Rachel de Queiroz

O Cruzeiro - 19 de setembro de 1959.



Vitalinas
“E tira o pó, Vitalina,
Bota o pó, Vitalina,
Môça velha não sai mais do caritó”
(cantiga popular)

Da Bahia para o Sul, pouca gente saberá o que é vitalina e o que é caritó. Caritó é a pequena prateleira no alto da parede, ou nicho nas casas de taipa, onde as mulheres escondem fora do alcance das crianças, o carretel de linha, o pente, o pedaçõ de fumo, o cachimbo. Vitalina, conforme a popularizou a cantiga, é a solteirona, a môça-velha que se enfeita - bota pó e tira pó - mas não encontra marido. E assim, a vitalina que ficou no caritó é como quem diz que ficou na prateleira, sem uso, esquecida, guardada intacta.
As cidades grandes já hoje quase desconhecem essa relíquia da civilização cristã, que é a solteirona, a donzela profissional. Porque, se hoje como sempre, continuam a exisitir as mulheres que não casam, elas agora vão para tôda a parte, menos para o caritó. Para as repartições e os escritórios e os balcões de loja, para as bancas de professôra, e até mesmo, Deus que me perdoe, para êsses amôres melancólicos e irregulares com um home que tem outros compromissos, e que não lhes pode dar senão algumas poucas horas, de espaço a espaço, e assim mesmo fugitivas e escondidas.
De qualquer forma, elas já não se sentem nem são consideradas um refugo, uma excrecência, aquelas a quem ninguém quis e que não têm um lugar seu em parte nenhuma.
Pela província, contudo, é diferente. Na próvíncia os preconceitos ainda são poderosos, ainda mantêm presa a mulher que não tem homem de seu (o “homem de uso”, como se chama às vezes ao marido...) e assim, na província a instituição da titia ainda funciona com bastante esplendor. E o curioso é que raramente são as môças feias, as imprestáveis, as geniosas, que ficam no caritó. Às vezes elas são bonitas e prendadas, e até mesmo arranjadas, com alguma renda ou propriedade, e contudo o alusivo marido não apareceu. Talvez porque elas se revelaram menos agressivas, ou mais ineptas, ou menos ajudadas da família na caçada matrimonial?
A gente as conhece mocinhas, botões de flor cheios de esperança e de graça adolescente. Que pele, que dentes, que cabelos, que cintura! Por uns anos se deixa de vê-las, e então quase não se as conhece mais - ressequidas ou obesas, azêdas, beatas. Fazendo crochê ou se especializando em outras coisas igualmente inúteis, ressentidas, solitárias, queixando-se de imaginários achaques, e tão semelhantes ao tipo caricatural da solteirona pintado nos livros e nos palcos, que até parece escolheram o modêlo e o copiam com exemplar fidelidade.
Falta de homem? Bem, é um dos motivos. Na próvíncia os homens emigram muito. E para onde emigram, casam. Depois, também contribuiu para a existência das solteironas a reclusão mourisca que muito pai ainda costuma impor às filhas môças. Cobra que não anda não engole sapo. Aí, por estas províncias além ainda existe muito pai carrança que só deixa a filha sair para ver a Deus ou aos parentes, e assim mesmo muito bem acompanhada. Reclusas, as meninas vão ficando tímidas, e dentro de um pouco, já são elas próprias que se escondem com cerimônia dos estranhos.
Depois, - parece incrível - mas o egoísmo das mães também contribui. Uma filha môça, no interior, não é, como na China, uma praga dos deuses. É, ao contrário, uma auxiliar barata e preciosa, a ama-sêca dos irmãos menores, a professôra, a costureira, o “descanso da mãe”. E então as mães, para não perderem a ajudante insubstituível, se associam aos pais no zelo exagerado, traindo a solidariedade do sexo por outra mais imperiosa, a solidariedade na exploração.
Menina de cidade, passeando de lambreta, morando nos cinemas, mal sabe como é dura a sorte da mocinha de interior. Nas famílias mais pobres, então! De pequenina, sete a oito anos, já recebe um irmão menor para criar, e o uso é que o crie completamente, assumindo tôda a responsabilidade, como se a própria mãe o fôra. Fazer mingau, banhar o menino, balançá-lo para dormir, atendê-lo à noite (inclusive nas doenças), carregá-lo. Às vezes são tão pequeninas que não podem com o irmão nos braços e por isso inventaram o uso de o carregar no quadril, e têm delas que ficam tortas, só do pêso permanente que levam do lado direito durante tôda a infância. Também das meninas é a obrigação de trazer água para casa; e, quando os irmãos crescem, são elas que lhes lavam e engomam a roupa e cozinham a comida. Nas famílias mais pobres elas também vão para o roçado, junto com os homens de casa, limpar de enxada. E o sinal de que uma família tem môça muito mimosa e de bom trato, é dizer-lhe que ela não sabe o que é enxada. Mas apanhar feijão e algodão tôdas apanham, mesmo as de luxo
E, enquanto isso, que faz a mãe? A mãe dá conta da obrigação de Eva, e bota filhos no mundo, regularmente, um por ano. Doze, quinze, dezesseis, vinte. Escangalhadas por tanta maternidade, pelos partos mal assisitidos, aos trinta anos já são umas megeras, sem carnes e sem dentes, e passam a vida acocoradas no batente da porta ou à beira do fogo, fumando cachimbo, enquanto o feto lhe cresce nas entranhas, e as meninas trabalham.
* * *
Aliás, me desviei das vitalinas. Porque essas meninas muito pobres quase sempre acham marido. As titias proliferam com abundância é na classe dos remediados e dos meio-ricos. Não que a môça nestes grupos esteja sujeita a uma escravidão menor. Apenas o trabalho é menos duro nas casdas onde se pode pagar uma empregada, ou onde se tem aquela outra mártir doméstica, - a menina que de garôta se tomou para“criar”. A que chama os patrões de “padrinhos”, pequena escrava para quem a Princesa Isabel nunca exisitiu. A primeira que acorda, a última que dorme, não há serviço, por pior, que não lhe imponham, nem direito, por menor, que lhe reconheçam. Para dormir tem uma rêde armada a um canto, come às pressas na cozinha o resto das panelas, veste a roupa velha das meninas da casa e lá um vestido de chita nova, nas festas. Essas, contudo, embora raramente se casem, (ou fujam e “se percam”), pois as madrinhas desviam qualquer pretendente no susto de perderam a cativa, depois de mulheres feitas quase nunca realizam a figura da vitalina guardada no caritó. De escravas que foram quase sempre se transformam em tiranas, assumem a direção da casa quando a senhora envelhece e as môças indolentes não a disputam. Viram-se na Dindinha, na Mãe-Titó, na Tia-Bá, eminência negra ou parda em cujas mãos capazes fica pràticamente entregue o govêrno da família.
* * *
Não sei o que dirá disso a moral tradicional, mas creio que, felizmente, a existência da vitalina, mesmo na província, já anda perto do fim. A instituição da “môça livre” ou da “mulher de carreira”, segundo os modelos da América e da Europa, já tão bem copiada no Rio e em São Paulo, é uma tentação muito grande. Qual a môça que tendo possibilidade de viver do seu emprêgo, no seu próprio apartamento, onde, se lhe falta o aconchego do marido, restam sempre os consolos da liberdade, qual a môça que escolherá viver de favor em casa do irmão, sob a tirania da cunhada?
Será um mal a substituir outro, dirão. Pois bem nenhum sairá dessa nova liberdade. A isso não respondo, que não sei: o que posso dizer é que será, de qualquer jeito, um mal muito menos melancólico.
O Cruzeiro on line é um trabalho de preservação histórica do site Memória Viva

14 de dezembro de 2010

É NATAL

Enfim, aqui estamos nós a espera do Natal e do Ano Novo! O clima Natalino se estende por todos os cantos do mundo. Quer queira ou não! É Natal!
No planeta parece que paira uma energia diferente!
Preparativos para as festas de fim de ano é o que não falta nas cidades, nas ruas, nas lojas, nas residências.
Dos corações, onde imaginamos que residem os sentimentos, emana um quê de solidariedade, de fraternidade, de compreensão, de alegrias, de recordações e de saudades.
Alguns também experimentam sensação de abandono, de solidão e em meio a tanto reboliço, se acham infelizes no Natal e nas festas de fim de ano!
E até dizem: esse vai ser o pior Natal que já vivi!
É porque na verdade, não pararam para refletir na verdadeira essência do Natal.
Natal que é a comemoração do nascimento Daquele que veio até nós, para nos ensinar a Lei do Amor.
Incompreendido, e mesmo em meio a tanto ódio, ainda rogou a Deus por todos nós, nos desculpando perante o Pai dizendo: “Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem”
O presente da vida, ainda palpita em nossas veias, e nenhum presente por mais adornado que seja pode ser comparado a este.
Muitas vezes o desemprego, a falta de oportunidades, faz com que na nossa mesa não tenha quase nada e isto nos deixa triste! O desencanto não deixa penetrar no coração a certeza de que muita gente também pode até estar passando por piores momentos: doentes e sem um lar. Não entendemos esta linguagem porque, não descemos do pedestal do nosso orgulho para compreender que eles também são como nós, filhos de Deus.
Saudades dos que se foram, saudades dos tempos que não voltam mais, a sensibilidade no Natal parece fluir e mesmo assim é tempo de recomeçar!
Se neste Natal, a solidão bate a sua porta, e não tem com quem comemorar! Aproveite o momento para usufruir as vibrações positivas que emanam de todos os cantos da terra!
Aproveite para se desfazer das suas mágoas, para perdoar aqueles que te feriram. E se nenhum presente você pôde dar a alguém, abrace-a através da prece.
Leve o reconforto aos corações que se despedaçaram, e se não poder encontra-los peça a Jesus que leve a sua prece para eles, onde quer que estejam!
E assim, construa um mundo novo a sua volta, para que a saudade quando o visitar chegue em forma de uma saudade bendita.
E a solidão seja uma arma poderosa, onde você aprenderá como direcionar a sua vida!
Com entendimento. Com serenidade. Com agradecimento ao Pai pela vida e pelas oportunidades de estar aprendendo e recomeçar!
UM FELIZ NATAL!
QUE A LUZ DE JESUS FAÇA-SE PRESENTE NA SUA VIDA!
E QUE O ANO NOVO, SEJA A REALIZAÇÃO DE SUAS ESPERANÇAS.

5 de outubro de 2010

O CIRCO CHEGOU


Aquelas historias haviam tomado o meu tempo e por nada desse mundo queria sair de casa. Até medo da própria sombra eu tinha. Na escola o assunto era um só e todo mundo tinha uma novidade prá contar. Mas como tudo na vida passa, aquela assombração também passou!
Quer dizer, passou mais ou menos, porque agora sabíamos que quem quisesse ver assombração era só ir até a porta da Igreja a meia noite.
O guarda noturno era quem tinha histórias para contar, e a criançada adorava ouvir de olhos arregalados. E como o assunto do momento era esse, a imaginação ficava a mil por hora!
Se existiam pessoas que entendiam de lobisomem, papa figo e alma penada eram aquelas crianças, sem deixar de frisar bem, que eu estava bem no meio.
E para nos tirar daquela ilusão sem fundamento nenhum, na nossa cidade acabava de chegar um Circo! A maior maravilha do mundo estava ali! E a novidade corria solta pela cidade!


O circo chegou! O circo chegou! E dava gosto de ver aquele pessoal armando o circo e em três dias, começavam os espetáculos.
A expectativa era enorme. E enquanto armavam o circo, a tarde havia o desfile por todas as ruas, com carros alegóricos trazendo bailarinas, trapezistas. Todo aquele desfile tendo a frente um palhaço com pernas de pau e uma banda que deixava os espectadores ansiosos pelo primeiro espetáculo.
A minha cidadezinha que já era sinônimo de festas, agora era festa em dobro, e ninguém lembrava mais daquelas coisas que só serviam para nos assustar!



No terceiro dia da chegada do circo, à noite lá fomos nós para o Circo. Meu Pai fazia questão de levar todos nós para assistir as brincadeiras dos palhaços, os malabaristas e tudo que o circo pode proporcionar! E para minha maior alegria, a Chica estava junto!
Coisas que parecem tão pequenas, mas que ficam gravadas para sempre na nossa memória!

Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...