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2 de setembro de 2017

Tome tento plagiador


Autor: Maria de Lourdes (emedelu)

Seu menino, esse negocio
De plagiar os escritos
É coisa feia danada
Digo com sinceridade
Que toda parede tem olho
E todo mato tem ouvido!

A Cola nem na escola
É coisa de preguiçoso
E de mal intencionado
Até a professora sabia
Que algo ali estava errado.

Copiar muito pior
Pois você não é carbono
O bom leitor vai dizer
Que nesse angu tem caroço

Você pode até dizer
Que isso aqui é porcaria
Mas nasceu dos meus miolos visse?
Não é pra sua serventia

Peça licença primeiro
Não copie minhas poesia
E nem texto e nem nada
Largue dessa mania feia

Lhe aviso,
Quando eu morrer,
Venho morder o seu dedo
E azucrinar seu ouvido

Deixo seu cabelo em pé
Um poeta doido varrido
Aponto você com meu dedo
Aviso aos porteiros do céu

Lá vai ele o plagiador
Sem futuro e mascarado
Não tem consideração
É um la lau pegue ele!

Vive morto dentro das calças
Ou de saia, ou de vestido
Copia as coisas dos outros
E tibungo: coloca o nome

Sujeitinho sem miolo
Esse tal de plagiador
Não sabe criar uma virgula
Inda dá uma de doutor
Tome tento plagiador!

Autor: Maria de Lourdes (emedelu!

2 de março de 2017

Sem destino!



Dia e noite vou vagando
Sem saber onde chegar
Triste sina é a minha
O meu consolo é chorar!

Chorando de noite adentro
Para isto fui criada
Quem me dera ser a lágrima
Assim teria morada

Ah! Que viver tristonho
Solitária em um galho
Breve o sol me secará
Pois das folhas sou o orvalho!

Autor: Maria de Lourdes

1 de março de 2017

A fofoca equivocada



Seu menino diga logo
Pare de tanto arrodeio
Conte logo essa história
Antes que me aborreça
Desembuxe esse fuxico
Já que veio todo proza
Azucrinar meu juízo

Lazarento fofoqueiro
Correio da má noticia
Que vive nos pé das porta
Escuitando mexerico
Coisa mais feia cumpadre
É home que veste calça
Falar mal da vida aleia

Esse leva e traz danado
Inda vai lhe aborrecer
Fala mal de todo mundo
Num tem mais o que fazer?
Me diga por caridade
Qual que é a novidade
Que o senhor vei me trazer?

E pisiu pisiu daqui
E pisiu pisiu de lá
Orelha doida pra ouvir
E língua solta pra falar
Destrinchando a fofoca
Quando chegou dona chica
Prima de dona maroca

É mentira desse cabra
Fofoqueiro sem vergonha
Individo sem futuro
Língua de trapo medonho
Calma, Chiquinha calma
Tô mesmo é arretado
Pensando que é noticia
Mas é dinheiro emprestado

Autor: Maria de Lourdes





7 de abril de 2016

LÁ ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS


Se pudéssemos parar o tempo e escolher os nossos destinos,
Se num passe de mágica pudéssemos fazer a nossa própria história,
Eu juro!
Que voltaria no tempo!
Eu voltaria de mala e cuia lá pra onde dizem que judas perdeu as botas!
Não sei onde fica!
De certo nesse lugar talvez eu fosse feliz!
Eu queria voltar no tempo e nunca ter frequentado uma escola!
Eu queria não ter conhecido essa civilização!
Eu queria ter nascido lá no mato e só conhecer os bichos!
Lá não existe essa história de religião! 
A Natureza já é o maior exemplo de vida que Deus deixou plantado na terra e que os homens hoje fingem que não conhecem!
Lá onde judas perdeu as botas, e não sei onde é, os homens não se destrói uns aos outros!
AH! como eu queria não saber ler!
Para não entender tanta ignorância!
Estampada nas fisionomias e nos jornais!
Eu que não passo de um simples grão de areia e vivo metida nessa multidão!
É tanta mentira!
É tanta corrupção!
É tanta gente tirando de quem nada tem!
E vejo a minha terra que nasceu para ser santa,
Entregue assim em mãos de gente sem piedade!
Como eu queria viver lá dentro do mato!
E nunca ter ouvido falar na politica desses cidadãos!
Maria de Lourdes


Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...