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27 de maio de 2014

NASCENÇA

Foto de Igor Lucena
A Nascença

Foi a partir da descoberta daquelas águas um pequeno açude de nome Nascença que surgiu a cidade onde fui muito bem criada e educada por meus pais. 
Ou onde muitos nasceram e cresceram conhecendo de perto o verdadeiro sentido da fraternidade, da amizade e da solidariedade. 
Um povo alegre e hospitaleiro, cada um com a sua história e raízes. Do mais pobre ao mais rico, todos se conheciam uns aos outros e foi nesse clima que cresci.
Sabe-se através da história que naquela região, habitaram os índios Cariris porque muitas das suas artes foram encontradas em um cemitério, do outro lado da Nascença, conhecido como Cruzeiro.
Era lindo de se ver as lavadeiras lavando roupas com as águas da Nascença, aquelas roupas cheirando a limpeza quarando ao sol depois de lavadas e ensaboadas.
A Nascença, como era chamado o açude, que nascia ao pé do serrote, nasceu pelos desígnios da Natureza para dar a vida pois nos criamos todos alimentados com as aguas daquele lugar bendito.
Nada mais justo que coroar essa santa mãe, como Patrimônio Histórico Natural, que viveu enquanto pode viver até que um dia os desmatamentos a arrancaram da terra.
Existia próximo a Nascença, uma casa grande que chamávamos de Engenho. E quem, não conhecia o Engenho?
E quem não gostava de visitar o Engenho? 
Era o passeio mais convidativo que existia, porque lá se fabricava o mel de engenho que jamais vi em lugar nenhum. 
E quando as turmas do Colégio Padre Viana ali chegavam, a hospitalidade não nos deixava esquecer aquele lugar e voltávamos pro Colégio saboreando alfenim, que era um pedaço de cana mergulhado no mel e se transformava em doce, tipo puxa puxa, amarelo e gostoso que acredito que só naquele lugar sabia fazer.
Dentro do engenho ferviam enormes tachos de mel feitos com cana de açúcar, cada um no seu ponto certo para se transformar em saborosas rapaduras.
Tempos para não se esquecer nunca mais.
A minha homenagem é à Nascença. 
Aguas que se foram, aguas que me alimentaram e mataram a minha sede, com muito orgulho fui criada com as aguas da Nascença.

18 de abril de 2014

CHICA CHATA DE CARA NOVA


O meu blog da chica chata retrata a pessoa que realmente fui as vezes cheia de nove horas e metida a besta. 
Mas era gente boa disso lembro muito bem. Adorava inventar moda. Não sei de onde tinha tantas ideias. Tempo ruim pra mim não existia, tudo era festa e alegria com as minhas fantasias a mil por hora.
Os dias passam, o tempo voa e tudo muda. Porque é assim que é a vida. Daqueles tempos felizes ficaram as lembranças que guardo para sempre. Da minha infância feliz e da minha família que sempre foi muito unida e ainda hoje ainda o é. Quando vejo certas cenas nos noticiários que chocam os nossos corações sinto imensamente porque sei o que é um pai e uma mãe presentes que amam os filhos de verdade.

O meu blog é isso. Histórias que se foram e que marcaram o meu caráter de hoje.
Esse video retrata a história da minha pequena cidadezinha do interior, da qual muito falo aqui no blog.
Colegio Padre Viana onde estudei quando criança, da Igreja onde fui batizada, e de um dos meus professores: Jose Teles, diretor do colegio Padre Viana e do Professor Macedo diretor do Colegio Estadual.
Fala tambem de Maria Alacoque que era a nossa professora de catecismo e que organizava a Festa Natalina e na época com cinco anos eu era um dos caboclinhos.
Histórias e raizes para não se esquecer jamais. Hoje já não é uma cidade pequena e vejo com tristeza que a violência não tem destino certo porque as pessoas estão se esquecendo que o unico meio de encontrar a paz é quando exercem o papel de amarem umas as outras.


Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...