15 de fevereiro de 2014

A TELHA

Imagem: cybeleolga.wordpress.com 
Para quem entende de telha, esse pode ser um assunto meio sem graça, mas para mim que não entendo de telhas foi a descoberta do ano e acredito que existe muita gente que pensa que telha é telha e pronto.
Claro que telhado é constituído de telha, mas telha virou um bicho de sete cabeças pra mim, motivo de curiosidade e etc. e tal e dentro de uma semana estava eu apaixonada por uma telha de 200 anos atrás.
Tudo começou quando na minha casa apareceu uma goteira. Goteira você já sabe o que é. É aquele pinga pinga quando chove e você fica pra lá de doida arrastando os moveis pra lá e pra cá para não molhar, e ao mesmo tempo fica numa situação desesperadora lutando com unhas e dentes para não arranhar o chão.
Daí, você chama um pedreiro para consertar o que está errado lá em cima. É uma pena porque se não fosse tão alto juro que eu mesma subiria e resolvia meu problema. O pedreiro vem, sobe, mexe pra cá, mexe pra lá, cobra um absurdo, mas tudo bem, afinal subir em telhado é coisa perigosa, tem que esperar os dias de sol. E vale a pena pagar seja lá quanto for porque ninguém queira ficar com uma goteira dentro de casa, porque além de fazer um belo de um estrago dizem ainda que dá azar.
Veio a primeira chuva e vamos testar a goteira. Ou seja o trabalho do pedreiro na goteira. Não sei o que aquele imitação de pedreiro fez lá em cima. Sei apenas que a goteira deu cria e virou uma biqueira. E lá se vai eu de novo com um monte de baldes e bacias e meu belo forro tão lindo e branco está parecendo o fundo das calças daquele pedreiro de meia tigela, que com o seu peso deve ter quebrando todas as telhas do meu telhado.
E nesse lenga lenga, foram mais de dez nesse sobe e desce. Que goteira mais problemática essa. Nunca ouvi falar que um telhado desse tanto trabalho e tanta despesa e enquanto o calor estava tinindo, estava eu fazendo até promessa para não chover para que o mar não se mudasse para dentro da minha casa .
É mesmo muito engraçado os orçamentos que alguns fazem. Uns sequer sobem na escada, do chão mesmo já condenam o meu pobre telhado que tinha só uma goteirinha e virou uma inundação ao ponto de isolar inteiramente o espaço.
E o medo da casa inteira desabar na minha cabeça?
Bom, mas continuando com a minha descoberta, e lá vamos nós para resolver urgentemente a situação antes que as chuvas de verão cheguem. Tive que trazer um pedreiro encomendado de outra cidade em um outro estado para tampar essa cachoeira que se alastrou pela metade da casa.
E, é aí onde entra a telha. Tirei a foto da bendita e fui ao deposito, comprar 200 telhas. Eu já sabia que eu era meio destrambelhada, mas não tanto! Comprar telha para repor com foto? Nunca ouvi falar! Pelo menos até aquele dia. 
E chegando ao depósito foi bem assim que me disseram. Tem que trazer a telha senão não dá certo!

E me aguarde para saber do resto!

Autor: Maria de Lourdes

11 de fevereiro de 2014

QUERO MEU DINHEIRO DE VOLTA


Essa não foi dos tempos de criança não, foi exatamente no dia de hoje. E não é brincadeira passar por uma situação dessas. Batalhar pelos nossos objetivos é tarefa edificante e que só nos faz bem. Porem passar por certos absurdos, que nos tiram do sério e nos fazem um mal terrivel não é coisa do outro mundo não é desse mesmo.
E para não estender muito o assunto vamos direto ao ponto.
Fui até o Banco 24 Horas para fazer um saque. E para surpresa minha recebi a seguinte mensagem: "Operação Realizada Com Sucesso" e meu dinheiro que é bom, não saiu um centavo. Voltei pra casa num estado de nervos tão grande que pela misericórdia de Deus não fui atropelada.
Chegando em casa vou conferir o meu extrato e pra minha surpresa está lá um extrato constando um valor que não retirei. Liguei pro Banco Itau, que é onde tenho conta. O Banco me orienta para ligar para o Banco 24 Horas e fazer a ocorrência. Liguei e ficou naquele empurra empurra como se eu fosse algum boneco. O Banco me diz que é com o 24 Horas, e o 24 Horas me diz que é com meu Banco. Quero meu dinheiro de volta na minha conta, afinal trabalho de domingo a domingo e nada mais justo que coloquem meu dinheiro no lugar onde ele estava já que não veio para as minhas mãos. Não tenho tempo para sair das minhas obrigações para correr atras de Banco para reclamar daquilo que é meu. Portanto tratem de recolocar meu dinheiro onde estava, e aproveitem para dar um jeito nessas benditas máquinas de Banco 24 Horas, para que ninguem passe pelo que eu passei hoje. Porque nunca mais na minha vida pretendo usar essas máquinas para não passar o que eu passei na data de hoje ou seja, 11 de fevereiro de 2014.

Onde Está o Dinheiro "Gal Costa"


1 de fevereiro de 2014

TEMPOS DE CRIANÇA QUE NÃO SE APAGARÃO NUNCA MAIS

Criança Sapeca

quando vejo uma criança bem sapeca
eu me lembro que também já fui assim
por minha causa o papai ficou careca
e a mamãe ficou velha depressa por causa de mim.

O papai comprou
pra mamãe usar
um chicote de amargar
com o tal chicote
dei tanto pinote
que aprendi dançar o xote".



Criança feliz, que vive a cantar
Alegre a embalar, seu sonho infantil
Ô meu bom Jesus, que a todos conduz
Olhai as crianças do nosso Brasil

Crianças com alegria, qual um bando de andorinhas
Viram Jesus que dizia: Vinde a mim as criancinhas

Hoje no céu num aceno, os anjos dizem Amém
Porque Jesus Nazareno, foi criancinha também

6 de janeiro de 2014

BICHO EMBAIXO DA CAMA


Imaginem se as crianças de hoje se preocupam com essas palhaçadas. Pelo menos as que eu conheço não largam do computador ou do celular, com muita insistência é que vão dormir, porque se pudessem ficariam jogando a noite inteira.
Bom, mas isso é hoje e quando eu era criança nem sabia o que era um notebook e vamos ao que interessa, isto é, fazer meu irmão parar de me chamar de santinha do pau oco ou de Maria adivinhona.
Pois bem o grande dia chegou. 
Esperei todo mundo dormir inclusive meu irmão que deitado em sua cama roncava que assobiava. 
Pelas minhas contas deveria está no terceiro sono. Peguei uma lata de óleo vazia e me enfiei debaixo da cama do meu irmão.
E o meu teatro era bem assim:
Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Jogue na vaca! Buuuuuuuuuuuuuuuuuu! Eu sou a alma da santinha do pau oco e vim agradecer pela vela! Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Nisso o meu irmão acordou desesperado, cobriu-se de cabeça e tudo e abriu a goela a chorar e gritar por mamãe.
Mamãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, acenda a luz pelo amor de Deus, tem um bicho debaixo da minha cama, socorroooooooooooooooooooooo! Alguém me acuda! 
E depressa saí me arrastando devagar para a minha cama e coberta dos pés à cabeça fingia que dormia enquanto meu pai com um pedaço de pau na mão e minha mãe acudiam meu irmão que estava aos berros dizendo que uma alma estava debaixo da sua cama e enquanto meu pai acudia meu irmão com um copo de açúcar a minha mãe foi ver no meu quarto se eu estava dormindo e claro eu dormia e roncava me segurando para não dar boas gargalhadas.
E meu irmão gritava feito um louco, não sei como tive coragem pra fazer uma armação dessa natureza sabendo que ele tinha verdadeiro pavor de alma penada.
Levantei, esfregando os olhos, querendo saber o que estava acontecendo, aliás todo mundo da casa acordou pra ver meu irmão todo michado na cama, pedindo um copo de garapa com açúcar e eu bem que avisei e completei a cena dizendo que a alma também passou pela minha cama puxou meu lençol, jogou no chão e saiu voando de telhado acima.
Mas meu irmão teimava em dizer que a alma não voava que ela se arrastava pelo chão, só sei que todo mundo se abaixou pra ver que embaixo da cama não existia nada e minha mãe tentava acalmar o pirralho dizendo que foi um pesadelo.

Essa história durou mais de uma semana lá em casa só sei que nunca mais ninguém me chamou de adivinhona, nem de santinha do pau oco e quando cresci contei a história todinha.

Maria de Lourdes

18 de dezembro de 2013

PROMESSA É PROMESSA

Estava mesmo determinada em pregar uma peça no meu irmão pra ele deixar de ser besta e parar de me apelidar de santinha do pau oco, de dona santinha, de Maria santinha, de Maria adivinhona, de pé no jogo e de que bicho vai dar hoje
Eu já não aguentava mais meu irmão de nove anos enchendo os meus patuás, era sair pra escola e ele já vinha com as gracinhas dele: 
- Já vai! 
Mas bem que ele gostava de me pedir dinheiro emprestado pra comprar pião, ponteira, pipa e nunca me pagava.
Então inventei a simpatia e ele teria que fazer de qualquer jeito porque eu sabia que meu irmão se borrava com medo de uma alma!
- você vai ter que acender a vela na cuia do coco porque a alma está esperando e se você não for ela vem pedir de noite.
- foi você quem inventou isso então vá você acender, dizia ele
- não senhor, foi você quem bebeu a agua do coco da alma, então é você quem tem que ir, e fazer direito.
- vá até o fundo do quintal e acenda a vela na cuia do coco e depois saia devagar pra não assustar a alma e não olhe pra trás. 
A minha mãe já estava ficando desconfiada, querendo saber o que eu estava aprontando e perguntou:
O que é que vocês dois cochicham tanto aqui na cozinha? Daí eu respondi: ele fez uma promessa com as almas e não quer pagar e minha mãe como era resolvida e não gostava de muita lorota respondeu:
Foi mesmo? Pois não pague logo não! É claro que a minha mãe estava se divertindo com aquele macho medroso!
Era tudo que eu precisava ouvir, agora estava com a faca e o queijo na mão.
Como meu irmão era muito assustado, me ofereci pra ir junto e fomos. Esperamos todo mundo ir pra sala e fomos de mãos dadas até o fundo do quintal acender a vela.
Meu irmão me deixou sozinha e voou pra casa feito um foguete e nem fez o serviço direito conforme lhe ensinei.
Mas, de uma coisa eu tinha certeza, nunca mais ele me chamaria de santinha do pau oco.
Me aguarde pra ver!

Maria de Lourdes

SIMPATIA DE MENTIRINHA


Ainda nos tempos do jogo do bicho quando não era proibido, tudo se fazia para adivinhar que bicho que ia dar, disso lembro muito bem.
Era queimar um palito de fosforo na xícara de café, e de cara já aparecia a fisionomia do tal do bicho e junto com a imaginação do jogador por pouco o bicho não saia de dentro da xícara.
E como eu era a mascote do jogo porque ganhava quase todos os dias, também era cheia de inventar as histórias mais incríveis que se possa imaginar, até inventei uma reza pra adivinhar o jogo e ensinava com a cara mais deslavada do mundo pra quem viesse com historinha de que eu tinha palpite
É claro que não dava certo.
Aconteceu que um dia ensinei pra meu irmão como ganhar no jogo, porque ele vivia enchendo a minha paciência.
Você faz assim: quando a minha mãe comprar um coco, fique de olho no coco, não arrede o pé da saia da minha mãe.
Daí ela vai mandar o pai descascar o coco, e você lá. Então ela fura o coco e você precisa estar lá com um copo na mão pra ela colocar a água do coco e você bebe a água.
Depois ela vai pedir pro pai quebrar o coco ao meio e você vai junto, você não pode se separar desse coco até ela raspar todinho e você pegar uma metade pra fazer a simpatia.
E aconteceu o tão aguardado dia porque minha mãe gostava muito de fazer doce de coco e ela mesma preparava o coco ralado.
E eu, só ouvia minha mãe reclamando!
- O que será que esse menino não sai do meu pé?
- Vai brincar! Não está vendo que estou ocupada?
- Você quer a água do coco? Eu já sabia desse pai nosso todo!
- Mas, meu irmão depois de beber a água, respondia
- Não, é a cuia do coco!
E continuei com a minha aula:
Você guarde essa cuia e a noite quando todo mundo estiver na sala você vai lá no quintal, pegue uma vela coloque no coco e deixe lá no fundo do quintal e quando você estiver dormindo alguém vem lhe dizer a milhar do jogo, daí você joga e fica rico!
Meu irmão amarelou, quando falei em alma, me chamou de doida, com os olhos arregalados parecendo que iam saltar da cabeça.
Deus me livre disse ele.

Mas, eu tinha meus planos e ele mais cedo ou mais tarde faria a simpatia!
Me aguarde!

14 de dezembro de 2013

Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...