2 de março de 2014

CHICA CHATA INFORMA

É Carnaval, vamos cair na gandaia


Fantasia: Avental

Acessório: Balde


E samba no pé com a dona vassoura




28 de fevereiro de 2014

A VELHA A FIAR


Mesmo em meio a tantos desacertos que vemos e ouvimos pelo mundo a fora, existe um lugar para se sentir feliz.
Basta relembrar os tempos de criança e continuar acreditando que nesse mundo conturbado existem muitas razões para sorrir.

16 de fevereiro de 2014

A TELHA. 2ª PARTE


Pois é, se não estivesse tão tiririca da vida, até que teria dado boas risadas pelo fato de querer comprar telha para repor com uma foto. 
Isso se chama não entender mesmo de telhas e o que é pior, alem de não entender o marido também não entendia de bulhufas nenhuma! 
Me deu uma raiva!
Que eu saiba, marido é quem entende de telha. Pelo menos na casa do meu pai ele entendia de tudo. 
Mas voltemos aos fatos, porque estava com muita pressa com medo da chuva.
E foi bem assim que aconteceu. 
Um calor terrível com sensação térmica de 50°, transito intenso, o povo todo meio doido de tanto calor e eu correndo atrás de uma telha chamada de telha paulista, volto em casa e alguém tem que subir no telhado pra pegar a tal de telha. O pedreiro está viajando com destino a minha casa, logo logo ele chega e eu preciso está com as telhas. 
Estou parecendo uma doida e meia, não tiro o olho do céu pra ver se vai chover ou não, que agonia!
E voltando ao deposito e para minha surpresa, lá não tem a bendita telha. Até que tinha uma bem parecida que custava R$ 1,29. 
Exclamei aos quatro cantos da loja. Meu Deus que telha barata, pois é dessa mesma que vou comprar e não quero nem saber! Mas fui informada que não daria certo. 
Não desmaiei porque precisava ficar de pé. Mas o vendedor me indicou o deposito onde eu encontraria essa raridade e lá vamos nós com aquela preciosidade fedorenta a pó embrulhada a sete chaves primeiro em um jornal, depois em um pano, depois em um saco, depois na sacola.
E lá vamos nós, rumo ao endereço informado. Nunca vi tanta telha, só não existia mesmo as irmãs da raridade. Mas o vendedor foi bem otimista: “calma que nem tudo está perdido” e nos deu outro endereço onde encontraríamos aquela que estava me dando tanta dor de cabeça e lá chegando também não tinha. 
Até que tinha, disse ele, mas acabou e assim mesmo eram poucas. E lá vamos nós de novo rumo ao novo endereço que nos foi fornecido e nada.
Entrei em desespero, teria que trocar toda a telha da casa. Que absurdo, a chuva vai chegar e eu não resolvo esse problema.
Depois de rodar SP inteiro apareceu uma alma bendita que nos informou que seria fácil encontrar no museu das telhas. 
Essa é para aprender que lidar com telha e telhado exige conhecimento. Vá mandar um faz-tudo subir em cima da sua casa e verá o tamanho do problema que vai arrumar pra sua cabeça, porque a primeira coisa que ele vai fazer é pisar onde não deve e quebrar as benditas que protegem você e sua família do aguaceiro. Chegando ao museu que não é pequeno encontramos a raridade, mas tinha também mais um detalhe, precisava trazer a outra parte da telha senão não daria certo. Levamos somente a capa e faltava a tal da bica. 
Meu marido sofreu nesse dia, era pra tirar a telha completa e andamos por uns trinta depósitos só com a capa da telha achando que era a telha.
Meu Deus, essa foi demais! Teríamos que voltar para pegar a bica da telha ou a telha de nome bica.
Que situação hem? Rodei quase a cidade de SP inteira por causa de uma telha para aprender uma grande lição.
Por fim, resolvemos o problema. Agora sei que existe o museu das telhas onde se encontram verdadeiras relíquias. 
Descobri também telhas de mais de 200 anos e fabricadas pelos escravos. Muito me chamou atenção esse fato porque naquela época não existiam fôrmas para se fazer a telha. Elas eram fabricadas uma a uma e moldadas na coxa. Valeu todo o meu sacrifício, a minha mente embaralhada pelos acontecimentos dos últimos dias simplesmente viajou no tempo. Imaginei quantas cenas aquelas telhas presenciaram e na sua composição quanto suor daqueles que as confeccionaram.

Bom o meu drama de nome rio d'água proveniente de uma goteira mal cuidada graças a Deus chegou ao fim, o pedreiro consertou tudo, fez a reposição das telhas como manda o figurino e eu parei de olhar para o céu procurando nuvens carregadas de chuvas. Agora chove e eu estou feliz da vida. 


15 de fevereiro de 2014

A TELHA

Imagem: cybeleolga.wordpress.com 
Para quem entende de telha, esse pode ser um assunto meio sem graça, mas para mim que não entendo de telhas foi a descoberta do ano e acredito que existe muita gente que pensa que telha é telha e pronto.
Claro que telhado é constituído de telha, mas telha virou um bicho de sete cabeças pra mim, motivo de curiosidade e etc. e tal e dentro de uma semana estava eu apaixonada por uma telha de 200 anos atrás.
Tudo começou quando na minha casa apareceu uma goteira. Goteira você já sabe o que é. É aquele pinga pinga quando chove e você fica pra lá de doida arrastando os moveis pra lá e pra cá para não molhar, e ao mesmo tempo fica numa situação desesperadora lutando com unhas e dentes para não arranhar o chão.
Daí, você chama um pedreiro para consertar o que está errado lá em cima. É uma pena porque se não fosse tão alto juro que eu mesma subiria e resolvia meu problema. O pedreiro vem, sobe, mexe pra cá, mexe pra lá, cobra um absurdo, mas tudo bem, afinal subir em telhado é coisa perigosa, tem que esperar os dias de sol. E vale a pena pagar seja lá quanto for porque ninguém queira ficar com uma goteira dentro de casa, porque além de fazer um belo de um estrago dizem ainda que dá azar.
Veio a primeira chuva e vamos testar a goteira. Ou seja o trabalho do pedreiro na goteira. Não sei o que aquele imitação de pedreiro fez lá em cima. Sei apenas que a goteira deu cria e virou uma biqueira. E lá se vai eu de novo com um monte de baldes e bacias e meu belo forro tão lindo e branco está parecendo o fundo das calças daquele pedreiro de meia tigela, que com o seu peso deve ter quebrando todas as telhas do meu telhado.
E nesse lenga lenga, foram mais de dez nesse sobe e desce. Que goteira mais problemática essa. Nunca ouvi falar que um telhado desse tanto trabalho e tanta despesa e enquanto o calor estava tinindo, estava eu fazendo até promessa para não chover para que o mar não se mudasse para dentro da minha casa .
É mesmo muito engraçado os orçamentos que alguns fazem. Uns sequer sobem na escada, do chão mesmo já condenam o meu pobre telhado que tinha só uma goteirinha e virou uma inundação ao ponto de isolar inteiramente o espaço.
E o medo da casa inteira desabar na minha cabeça?
Bom, mas continuando com a minha descoberta, e lá vamos nós para resolver urgentemente a situação antes que as chuvas de verão cheguem. Tive que trazer um pedreiro encomendado de outra cidade em um outro estado para tampar essa cachoeira que se alastrou pela metade da casa.
E, é aí onde entra a telha. Tirei a foto da bendita e fui ao deposito, comprar 200 telhas. Eu já sabia que eu era meio destrambelhada, mas não tanto! Comprar telha para repor com foto? Nunca ouvi falar! Pelo menos até aquele dia. 
E chegando ao depósito foi bem assim que me disseram. Tem que trazer a telha senão não dá certo!

E me aguarde para saber do resto!

Autor: Maria de Lourdes

11 de fevereiro de 2014

QUERO MEU DINHEIRO DE VOLTA


Essa não foi dos tempos de criança não, foi exatamente no dia de hoje. E não é brincadeira passar por uma situação dessas. Batalhar pelos nossos objetivos é tarefa edificante e que só nos faz bem. Porem passar por certos absurdos, que nos tiram do sério e nos fazem um mal terrivel não é coisa do outro mundo não é desse mesmo.
E para não estender muito o assunto vamos direto ao ponto.
Fui até o Banco 24 Horas para fazer um saque. E para surpresa minha recebi a seguinte mensagem: "Operação Realizada Com Sucesso" e meu dinheiro que é bom, não saiu um centavo. Voltei pra casa num estado de nervos tão grande que pela misericórdia de Deus não fui atropelada.
Chegando em casa vou conferir o meu extrato e pra minha surpresa está lá um extrato constando um valor que não retirei. Liguei pro Banco Itau, que é onde tenho conta. O Banco me orienta para ligar para o Banco 24 Horas e fazer a ocorrência. Liguei e ficou naquele empurra empurra como se eu fosse algum boneco. O Banco me diz que é com o 24 Horas, e o 24 Horas me diz que é com meu Banco. Quero meu dinheiro de volta na minha conta, afinal trabalho de domingo a domingo e nada mais justo que coloquem meu dinheiro no lugar onde ele estava já que não veio para as minhas mãos. Não tenho tempo para sair das minhas obrigações para correr atras de Banco para reclamar daquilo que é meu. Portanto tratem de recolocar meu dinheiro onde estava, e aproveitem para dar um jeito nessas benditas máquinas de Banco 24 Horas, para que ninguem passe pelo que eu passei hoje. Porque nunca mais na minha vida pretendo usar essas máquinas para não passar o que eu passei na data de hoje ou seja, 11 de fevereiro de 2014.

Onde Está o Dinheiro "Gal Costa"


1 de fevereiro de 2014

TEMPOS DE CRIANÇA QUE NÃO SE APAGARÃO NUNCA MAIS

Criança Sapeca

quando vejo uma criança bem sapeca
eu me lembro que também já fui assim
por minha causa o papai ficou careca
e a mamãe ficou velha depressa por causa de mim.

O papai comprou
pra mamãe usar
um chicote de amargar
com o tal chicote
dei tanto pinote
que aprendi dançar o xote".



Criança feliz, que vive a cantar
Alegre a embalar, seu sonho infantil
Ô meu bom Jesus, que a todos conduz
Olhai as crianças do nosso Brasil

Crianças com alegria, qual um bando de andorinhas
Viram Jesus que dizia: Vinde a mim as criancinhas

Hoje no céu num aceno, os anjos dizem Amém
Porque Jesus Nazareno, foi criancinha também

6 de janeiro de 2014

BICHO EMBAIXO DA CAMA


Imaginem se as crianças de hoje se preocupam com essas palhaçadas. Pelo menos as que eu conheço não largam do computador ou do celular, com muita insistência é que vão dormir, porque se pudessem ficariam jogando a noite inteira.
Bom, mas isso é hoje e quando eu era criança nem sabia o que era um notebook e vamos ao que interessa, isto é, fazer meu irmão parar de me chamar de santinha do pau oco ou de Maria adivinhona.
Pois bem o grande dia chegou. 
Esperei todo mundo dormir inclusive meu irmão que deitado em sua cama roncava que assobiava. 
Pelas minhas contas deveria está no terceiro sono. Peguei uma lata de óleo vazia e me enfiei debaixo da cama do meu irmão.
E o meu teatro era bem assim:
Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Jogue na vaca! Buuuuuuuuuuuuuuuuuu! Eu sou a alma da santinha do pau oco e vim agradecer pela vela! Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Nisso o meu irmão acordou desesperado, cobriu-se de cabeça e tudo e abriu a goela a chorar e gritar por mamãe.
Mamãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, acenda a luz pelo amor de Deus, tem um bicho debaixo da minha cama, socorroooooooooooooooooooooo! Alguém me acuda! 
E depressa saí me arrastando devagar para a minha cama e coberta dos pés à cabeça fingia que dormia enquanto meu pai com um pedaço de pau na mão e minha mãe acudiam meu irmão que estava aos berros dizendo que uma alma estava debaixo da sua cama e enquanto meu pai acudia meu irmão com um copo de açúcar a minha mãe foi ver no meu quarto se eu estava dormindo e claro eu dormia e roncava me segurando para não dar boas gargalhadas.
E meu irmão gritava feito um louco, não sei como tive coragem pra fazer uma armação dessa natureza sabendo que ele tinha verdadeiro pavor de alma penada.
Levantei, esfregando os olhos, querendo saber o que estava acontecendo, aliás todo mundo da casa acordou pra ver meu irmão todo michado na cama, pedindo um copo de garapa com açúcar e eu bem que avisei e completei a cena dizendo que a alma também passou pela minha cama puxou meu lençol, jogou no chão e saiu voando de telhado acima.
Mas meu irmão teimava em dizer que a alma não voava que ela se arrastava pelo chão, só sei que todo mundo se abaixou pra ver que embaixo da cama não existia nada e minha mãe tentava acalmar o pirralho dizendo que foi um pesadelo.

Essa história durou mais de uma semana lá em casa só sei que nunca mais ninguém me chamou de adivinhona, nem de santinha do pau oco e quando cresci contei a história todinha.

Maria de Lourdes

Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...