16 de fevereiro de 2017

Aos trancos e barrancos lá vou eu!


Pelas graças de Deus foi assim que um dia as portas dos céus se abriram e vieram ao mundo eu e as minhas manias de sonhar sonhando


 E desde muito cedo eu pescava conhecimentos através da minha mente curiosa de saber o que é, quem é e onde foi


E tive a felicidade de nascer de uma família que me mostrou que a vida é um eterno carrossel


Cresci, realizei sonhos, quebrei a cara com outros, ganhei amizades, desfizeram-se outras que eu achava que valiam a pena. Mas para melhor compreender  existe um anjo guardião que sabe o que é melhor para nós


Hoje, adulta e vivendo a vida que Deus me deu, eu olho pra cima e revejo o quadro das situações que acontecem pelo mundo afora. Algumas pessoas nunca pararam para ser feliz com o que possuem. Sempre querem mais, até mesmo por cima dos direitos dos outros. Mentem, caluniam, roubam, denigrem a imagem do outro com um objetivo só: "O de ser feliz" Só vim conhecer o que é os dissabores da vida quando virei adulta e vi as atrocidades que os homens estão fazendo uns com os outros. Hoje mesmo eu vi no rosto de um desempregado a sua necessidade viva e urgente de conseguir um emprego
E eu, infelizmente nada pude fazer



Eu já passei, por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida, espero ainda a minha vez
Confesso que sou, de origem pobre
Mas meu coração é nobre
Foi assim que Deus me fez...

E deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

Só posso levantar, as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel, ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso, Com o que tenho, vivo
De mansinho lá vou eu...

Se a coisa não sai, do jeito que eu quero
Também não me desespero, o negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu!
E sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

Eu já passei
Por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida
Espero ainda a minha vez
Confesso que sou
De origem pobre
Mas meu coração é nobre
Foi assim que Deus me fez...

Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

25 de janeiro de 2017

Isso sim é que é um céu!


E nas minhas observações onde até eu mesma também fiz ponto embaixo do pé de manga me chama atenção outra coisa.

Aliás já venho observando isso há tempos, mas com a mente ocupada com o entra e sai de visitantes no pé de manga terminei esquecendo de narrar o fato que me intriga e faz encher os miolos de caraminholas.

Mas, caraminholas que tem um quê, um fundamento. Não é uma caraminhola qualquer.

Essa não é fruto da minha imaginação. Está aí pra qualquer um ver e comprovar.

Isso sim é um céu que se preza! e pode olhar pro sul, norte, leste, oeste, faça uma volta completa olhando pra cima que não se vê uma gota de diferença.

Céu azul legitimo, e não uns céus que tem por aí cinzento que deixa a pessoa é desenganada da vida.

A pessoa já está cheia de problemas com essa tal de crise que pegou muita gente de calça curta, olha pra cima e vê um céu fubazento sem sol sem nada aí é que o desengano toma conta.

Mas olhando pra um céu assim, original dá até pra fazer de conta que problemas não existem.

Tenho certeza absoluta que é num céu assim é que os santos e anjos moram. E não num céu coberto de fumaça igual a muitos que tem por aí. Foi tanta ganância por esse mundo afora que encobriram até o céu, você olha pra cima e não vê uma nuvem branca, uma só pra contar história.

Esse céu autentico é assim, entra ano e sai ano é assim e só muda de cor quando as nuvens se enchem de água, chove e depois volta novinho em folha.

Não é a toa que pra essas bandas existem tantos poetas, o povo é alegre, não tem tempo ruim, e se tem a pessoa tem outra cabeça também com um céu desses! E digo mais, olhando pra esse céu até os encosto que atrapalham a vida da gente ficam com raiva e vão embora.




Tem coisas na vida que até Deus duvida!


"Tem coisas na vida que até Deus duvida"
E foi lá pelos caminhos da minha infância quando tudo ficava gravado na minha mente elétrica que ouvi esta frase e na casa da Chica.
Se falaram na casa da minha mãe me passou despercebida porque meu foco mesmo era a casa da Chica por onde passava as mulheres mais fofoqueiras e faladeiras da vida alheia que eu já conheci.
Nem sei como é que a Chica conseguia costurar com aquele blá blá blá no pé do ouvido.
O falatório era demais e parecia não ter fim pois começava com um assunto e saia por outro.
Bom, mas não estou aqui hoje para falar daquelas fuxiqueiras.
Meu negocio aqui hoje é o pé de manga que existe na casa da minha irmã. E se o espirito não me engana, parece que ainda tenho a mesma mania de vê nó em pingo d'água
O pé de manga ao qual me refiro é esse que está por traz do poste. 
A primeira vista é normal, normal, normal.
Igualzinho aos outros, que estão quase que grudados um no outro. Só que com tantos pé de manga espalhados por tudo quanto é lado esse pé de manga tem um quê, que até Deus duvida.
Tem ciência nesse pé de manga, e não me perguntem o quê, porque até eu mesma gostaria de saber.
O fato é que o pé de manga recebe visitas de manhã de tarde e de noite. 
Quem quiser procurar alguém já sabe ou está no pé de manga ou andou por lá. 
E pode-se até dizer ou pensar que é por causa das mangas.
Não é. Porque os outros também tem manga (no tempo certo é claro) e por lá não passa uma alma viva a não ser o vento, o sol, a chuva.
E esse alguém a quem me refiro são: camaleão, lagarto, preá, sapos, lagartixas, gafanhotos, calango, muriçoca, tatu, peba, louva-a-deus, cobras de tudo quanto é jeito. E pra encantar ainda mais o cenário quando vai caindo a tarde é só aguardar que a passarada da região inteira vem se hospedar no pé de manga. É uma briga danada em busca de espaço e enquanto isso nos vizinhos o silencio é de paz e tranquilidade.
Vou entender uma coisa dessas? Só digo que tem coisas na vida que até Deus duvida e esse pé de manga é uma delas.
E olhe só quem estava lá: todos os dias ele vem. Toma banho na piscina, depois toma banho de sol e não vai embora sem passar pelo famoso pé de manga.



Esse outro aqui veio fazer as necessidade na porta de um banheiro, acabou de sair do pé de manga.


28 de dezembro de 2016

Metas do Nordestino para o Ano Novo



- Anote os seus querê e pindure num lugá que você espi todo dia.
- Mermo que seus objetivo teja lá prá baxa da égua, vale a pena corrê atrais de tudim.
- Não se agonei e nem irmoreça.
- Peleje.
- Lembre que pra ficá estribado é preciso trabaiá. Num fique frescano e remanchano.
- Cuide bem dos bruguelim e dos bixim.
- Dê sempre mais que o sustento, pois eles le dão o aconchego no fim da lida.
- Num fique lesando, resmungano e bateno no quengo pu besteira.
- Seje macho e pense pusitivo.
- Num se avexe, num se aperrei e nem se agonei. Num é nas carreira que se esfola um preá.
- Reflita sobre as besteira do ano passado e jogue no mato os mau pensamento.
- Muxe as orêia, respire fundo e grite bem alto: SAAAI

Agora é só levantá a cabeça e desimbestá no rumo da venta que vai dá tudo certo em 2017,  afiná das conta você é brasilero e nodestino.
Se não é... É doidim prá sê!
Um ano novo bem arretado pra vocês tudim !!!!


4 de dezembro de 2016

Chá Disso, Chá Daquilo, Chá Daquilo Outro



Com certeza você já deve ter ouvido essa expressão!
Chá disso, chá daquilo, chá daquilo outro, aqui no meu artigo, trata-se do enorme conhecimento que a minha mãe tinha a respeito de chás.
E que maravilha que era! Com certeza já nasci tomando chá disso e chá daquilo ou seja chá de erva doce ou chá de camomila.
Lembro que a minha mãe tinha um espaço reservado para guardar os seus ingredientes para os santos chás que resolvia, era tiro e queda. Tomou sarou. E da minha mãe herdei esses costumes maravilhoso pois me tornei uma fã incondicional de chá disso, chá daquilo e chá daquilo outro.
O chá é sem dúvida um presente da natureza e a minha mãe, com certeza, assim como eu,  herdou esse hábito da sua mãe também. Por isso dizemos: de geração a geração os chás porque é a mais pura realidade.
E já que estamos falando de chá disso e chá daquilo e etc.. não posso deixar de falar no chá de Ipepaconha. Conhecido do Nordeste como papaconha. Outro chá que a minha mãe amava demais era chá de carqueja e chá de macela.
Chá das cascas de árvores como aroeira, ipê roxo, balsamo, umburana de cheiro e muitos e muitos outros. E o que era mais importante, conhecíamos a procedência das arvores. Lembro bem que fui curada de uma dor na perna com aroeira. A minha mãe fervia as cascas, depois colocava sal grosso e lavava a minha perna todas as noites antes de deitar. Conhecíamos também um santo remédio para feridas no útero que era malva do reino, conhecida também como malva da folha grossa. A minha mãe pegava as folhas batia no liquidificador com um pouco de água, colocava na geladeira e tomava meio copo por dia.
Chá para nervosismo era o chá de erva cidreira ou capim santo plantados lá no quintal de casa.
Problemas nos rins? bastava usar as folhas do pé de abacate.
Pra diarreia eram as folhas de goiaba. Chá das folhas do pé de laranja com mel realmente me faz lembrar dos cuidados da minha mãe.
E o mastruz? e minha mãe com a sua sabedoria dizia, não pode usar muito mastruz.
Hoje tenho todos esses chás na minha casa e continuo com os mesmos costumes que com certeza vão passando de pais pra filhos.
Existe também no Nordeste um medicamento muito conhecido e que já salvou muitas vidas. Não é chá mas a minha mãe tinha na sua farmácia maravilhosa: Chama-se "Aguardente Alemã" e todas as vezes que vou ao Nordeste compro e nunca deixo faltar na minha farmácia caseira.
Creio que o amor pelas plantas e o respeito, cuidados e agradecimento à natureza faz parte do processo de cura quando recorremos a ela para cuidar dos nossos males.



25 de outubro de 2016

Nos Tempos da Chica e das Eleições



De toda aquela confusão eu mesma não entendia patavinas nenhuma e também não queria entender porque nunca gostei de muito hem hem hem.
Sei apenas que em épocas de eleição o bicho pegava fogo lá na minha cidadezinha do interior que não devia um centavo pra ninguém. Eu acho. Eram dois partidos, cada um mais afoito que o outro.
Na casa da Chica as encomendas diminuíam porque a Chica era de um partido e as clientes que eram do outro queriam ver o diabo e não a Chica.
Eu mesma que sempre fui meia do contra com meus 10 anos era dos dois. Porque era uma situação de pedir misericórdia a Deus. Na casa do meu pai e da minha mãe todos eram de um partido só, os funcionários do meu pai também.
Eu é quem tinha que me virar com essa história de partidos A e B porque minha grande amiga era do partido B e meus pais do partido A. Na escola nem se fala, e na saída das aulas todos os dias tinha uma briga. Aqueles pirralhos que mal tinham saído das fraldas já carregavam no sangue a politica ensinada pelos pais.
E naquela época existiam os tais comícios e passeatas. Minha simpatia era pelo partido do meu pai, mas não conto as vezes que na companhia da minha melhor amiga fui para o comício contrário escondido pra ninguém saber.
Não saber? duvido! cidade pequena é o diabo, no dia seguinte era a primeira coisa que meu pai sabia.
- O que era que a senhora estava fazendo no comício de...
E eu com a cara mais lambida do mundo simplesmente dizia: eu mesma não. Chame aí o fuxiqueiro pra provar!
Eleitores do partido A e partido B quando se encontravam não prestava não. A coisa era feia. Quem era amigo, nessas épocas deixava de ser. E pelo que eu pude observar ainda hoje é assim. E eu que imaginava que selvageria só existia naquele lugar, me enganei, quebrei a cara porque hoje estou vendo coisas iguais ou piores. 
Lembro que no dia das eleições vinham policiais do exercito para garantir a ordem. Também era proibido a venda de bebidas alcoólicas. Também as pessoas dos partidos ofereciam almoço para aquelas que vinham dos sítios ou fazendas, para votar.
A minha mãe também fazia uns panelões de arroz, feijão e carne. E depois das eleições e da posse, as freguesas da Chica retornavam com cara de Amelia, alegando que a Chica estava botando boneco! 
Tudo mentira, porque eu via tudo e mais um pouco!
Enfim a pendanga continua a mesma, tanto aqui como lá. E não duvido que um cliente deixe de comprar em determinada loja porque o dono é de outro partido.
Também não duvido se alguém morrer ou bater as botas só compareçam pro enterro pessoas do mesmo partido.
Nesse mundo velho que até hoje não colocaram a porteira, não duvido de mais nada.
Se fosse nos tempos da Chica perguntaria pra ela que gosto tem o poder. E ela com certeza diria de mel. 

3 de outubro de 2016

Recado do Assistente ao Doutor





Existia numa pequena cidade, um hospital e um doutor.
E um certo dia, chegou todo esbaforido o assistente que era além de assistente, o conselheiro e o jornal ambulante do hospital. E nesse dia chegou ele com a grande noticia.

Disse o doutor:
Seu menino diga logo
Pare de tanto arrodeio
Conte logo essa história
Antes que me aborreça
Desembuxe esse fuxico
Já que veio todo proza
Azucrinar meu juízo

Então o assistente já foi direto ao assunto:

Pois o senhor que se avexe
Pegue um caderno e um lápis
E vá pra escola estudar
Senão a moçada aí
Vão tomar o seu lugar

Lá na instituição
Chegou uma carrada de médicos
De longe eu contei mais de cem
É médico que não acaba mais
E em tudo que é especialidade
Convocando outros médicos
E vão ensinar ao doutor também!

E o doutor  respondeu:

Era só o que me faltava
Depois de velho aprendido
Estudado e diplomado
Voltar de novo a estudar.

Pois é a moda doutor
Que o senhor tem que acompanhar.
O doutor que me adesculpe
Essa minha ousadia
Mas seu saber é do passado
Não acompanha a sabedoria

As doença do passado
Era papeira e sarampo
Catapora dor de lado
Lombriga e bucho virado
O doutor pra ser doutor
Tá meio disatualizado
Me adesculpe a franqueza
Está mais pra benzedor.

Se avexe logo e vá pra escola
Para aprender coisas novas
E assim o povo ajudar
Hoje é tudo diferente
Até as doenças mudaram
É Zica, é chikuncunha
É depressão é stress
E essas são só as pequenas
Que as grande não vou contar

E pra saber lidar com elas
O doutor vai ter que estudar
Os moços lá é gente fina
Todos bonitos e cheiroso
O senhor vai sentir é gosto
Quando naquela sala entrar
Para de novo estudar

E cá aqui, entre nos
Os remédios também estão mudando
Sabe aquela dor de barriga
Que o doutor estava me tratando?
Me passou foi Alkasete
Que nem estão mais fabricando

E diante desse tralálá todinho respondeu o doutor

Chega de tanta conversa
Que já entendi o recado
Depois de velho e barbado
Vou ter que de novo estudar.
E faço com muito gosto
Pra população ajudar.

Digo com sinceridade
Mesmo não sendo especializado
E com tão pouco saber
Já salvou muita gente na cidade.
Com sua dedicação tamanha
E sua arte de cuidar.
Vai aprender muita coisa
Mas, também vai ensinar.

Maria de Lourdes

Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...