13 de janeiro de 2013

NÃO TEM JUIZO QUE AGUENTE


Sempre ouvi falar do dia do juízo. 
Na escola, na igreja, no catecismo, nos filmes, nos livros, nos jornais, nas revistas, nas novelas, nas ladainhas, nos sermões seja do padre ou do pastor, o dia do juízo corre de boca a boca, talvez desde o dia em que o mundo foi criado! 
E está até hoje na cabeça de muita gente! 
Não sei dizer se esse juízo é aquele que fica dentro da cabeça ou se é o juízo do dia do final! 
Sei apenas que se chama juízo, e sem pensar em dicionário porque o fato aqui nada tem a ver com o livro dos sinônimos ou antônimos. 
E vá falar que dia do juízo não existe pra um fanático que ele é bem capaz de quebrar o juízo da gente com uma paulada, achando que a gente está debochando de coisa séria que é o dia do juízo. 
Nos meus tempos de infância, passei maus momentos com essa história de dia do juízo. Hoje sei que quando se fala em dia do juízo, fala-se em dia do julgamento. 
Em outras palavras o dia do juízo nada mais é que a “lei de causa e efeito” esta sim, não temos como fugir dela. Colhemos o que plantamos e vamos responder por todas as nossas ações: boas ou más. E por falar em dia do juízo particular, porque meu ranking não passa de 3208! Será que este número é o meu número da sorte? Estou todos os dias na casa e ainda diz que estive uma só vez esta semana? Bom, pro bom entendedor um pingo é letra, diz o dito popular e eu, modesta parte sou ótima para colocar os pingos nos “is” será que meu dia do juízo chegou e se chama 3208?

12 de janeiro de 2013

E VOLTANDO AO MEU PASSADO

Não que eu viva de passado! 

Do passado guardo e relembro os dias felizes, sem preocupações, sem pulga atrás da orelha e etc. e tal!
Tempos bons aqueles hem! 
Ninguém do meu conhecimento, que eu saiba tinha um pé atrás com ninguém! Também pudera, desde quando a gente quando criança pensa, ou sabe que estas coisas existem! 
Digo: pé atrás ou pulga atrás da orelha! Aquilo sim é que era vida, como o ditado diz: "a gente era feliz e não sabia" 
E por falar em ditado era mestre em ouvir as conversas das comadres da minha mãe. E coisa que aprendi e sei de cor, são os ditos populares! E já que o meu blog fala de histórias sobre qualquer coisa é como sempre digo:
Agua mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E vou devagar porque a pressa é inimiga da perfeição!

30 de dezembro de 2012

O BLOG PROCURA A DONA E A DONA PROCURA O BLOG


E lá vem de novo!
Ela com aquela velha estória de cadê o blog!
Mas a estória agora é dupla: a dona procura o blog e o blog procura a dona.
Sei dizer que foi um bate boca danado que de longe se ouvia prato, panela e tampa voando pelos ares e ninguém sabia dizer ou explicar o que estava acontecendo.
- Blog fuleiro não! Blog da hora, blog supimpa!
Esse era o tema do debate: o blog procurando a dona e a dona procurando o blog.
Por fim se encontraram e juntos ficaram procurando as postagens na internet!
- Espera ai!
Tem alguma coisa errada por aqui, estava bem aqui quase na primeira página e agora sumiu! E nem na 100ª página encontramos mais as postagens!
Viu o que você fez? Disse o blog colocando o dedo na cara da dona!

Cochilou? O cachimbo cai!

Mas ainda restava uma esperança!
As redes!
E procura daqui e procura dacolá, encontramos um baú, mas não era o baú da chica, encontramos um lobisomem, mas não era o lobisomem que saiu nas carreiras com medo da muriçoca, encontramos um monte de chicas, mas nenhuma tinha o sobrenome de chata, encontramos um montão de almas correndo com medo dos gritos das moças véias e nenhuma soube nos dar noticia, viramos noite adentro nesta busca danada e nada!
Por fim, já exaustos concluí:
Deram um pontapé daqueles no senhor! (no blog)
Esta é que é a verdade e lhe mandaram plantar batata! 
E um com o dedo na cara do outro porque na realidade eu bem que não queria falar, mas falo: ou melhor, escrevo:
O pontapé foi tão grande que o senhor veio parar na minha cozinha que foi prato panela e tampa pra tudo que é lado.
E não adianta ficar nervoso! O mundo estava para se acabar e o senhor ia ficar fazendo o quê aqui!
Sem um olho sequer pra lhe ler!
Então sossegue! Porque já que ainda estamos por aqui, vamos começar tudo de novo!

UM ANO QUE VAI E OUTRO QUE VEM


Quer queira ou não é assim!
Penso que não adianta querer mudar todas as nossas atitudes no dia 31 de dezembro para depois cometer os mesmos erros!
Penso que adquirimos no decorrer do tempo a bagagem que direcionará a nossa vida e vamos colher exatamente o que plantamos a cada segundo.
As escolhas serão de nossa inteira responsabilidade, sucesso ou fracasso será a colheita obrigatória, e assim a vida segue.
Porem a maior sabedoria do ser está em exercitar dia após dia a fé e a esperança.
Sim, porque esses atributos nós desenvolvemos no decorrer das nossas vidas, através do aprendizado constante, no ano após ano!
O que seria do nosso viver se bem lá no fundo da alma não tivéssemos a fé e a esperança? Num mundo tão contraditório no qual vivemos, onde a violência e o desamor parecem que impera nos corações?
Isto é tudo o que nos resta?
Certamente que não.
A fé que canta bem lá no fundo da alma diz que o amor, a alegria, a fraternidade, a solidariedade, amizade não são histórias de livros e filmes não, elas estão também por ai, nos corações e nas atitudes de milhares e milhares de pessoas.
E a esperança? Também, caminha lado a lado com a fé, nos corações.
E neste mundo, tão controverso, nos reunimos em pensamentos, ou em ondas magnéticas, ou em vibrações, não importa o nome, porque o que conta é a ação!
Eu aqui, você ai, outro e outros, não importa onde, unidos em uma só corrente na esperança e na fé de um ano de paz.
E os anjos, porque acreditamos, dizendo amém, ou que assim seja, a todas as nossas aspirações.
Que saibamos fazer as escolhas certas e que aprendamos a plantar um pouco de amizade no coração daqueles que ainda não conhecem o valor da solidariedade.

Feliz Ano Novo! Com fé e esperança no coração.
Maria de Lourdes

28 de dezembro de 2012

GRIPE OU ALERGIA

Pois é!
Nesses tempos de calor, mais quente que no nordeste, poluição e baixa umidade do ar peguei uma gripe. 
Nessas alturas, já nem sei se é gripe ou alergia. 
Ou alergia ou gripe sei dizer que está pra lá de mês que estou nesse chove e não molha: gripe ou alergia ou alergia ou gripe. 
Um médico diz que é gripe e outro diz que é alergia e quem padece sou eu com medo de morrer. 
E por falar em medo de morrer, somente hoje descubro que tenho síndrome do pânico. 
Pois é bem interessante esta história, levei uma vida inteirinha para descobrir por mim mesma que tenho este problema ai: Síndrome do Pânico. 
E o meu é o pior que existe, medo de morrer. Meu cunhado que de tudo faz uma graça me diz:
- vem cá:
tu tem medo de morrer por quê?
Tu é melhor do que os outros?
Se todo mundo morre, tu quer ficar aqui pra que?
Pois não é que ele tem razão e eu não sabia?
E esta história de medo de morrer aconteceu justamente quando eu era criança e o povo inventou que o mundo ia se acabar.
Que o mundo ia ficar sete dias e sete noites no escuro e depois o sol derreteria a terra. Nesta época fiquei no maior desespero, acredito que esta estória mexeu com a cachola, ou com o juízo, ou com o emocional de uma pessoa que conheço: EU. 
Aliás, pensava que conhecia, porque depois de uma vida inteira descubro que sofro de síndrome do pânico. 
Mas, não é muito é só um pouco! 
Mas, pense numa pessoa que tem medo de passar mal! 
E com essa gripe que não sei se é alergia, resolvi comprar um remédio que a minha mãe usava muito quando éramos criança. 
Só não vou dizer o nome. Mas só eu mesma sei do malabarismo que precisei executar para abrir a tal latinha. 
Naquele tempo a bichinha era ruim de abrir e hoje pude ver com esses olhos que um dia a terra há de comer, que a danadinha da latinha ficou pior! 
Sem brincadeira, vira prá lá vira pra cá, aperta daqui aperta dacolá, vira pra cima vira pra baixo, tenta com um pedaço de pano, e a danadinha não abre pra eu sarar de vez da minha gripe, que não sei se é alergia. 
Uma coisa eu digo: duvido que naquela latinha entre bactéria, ar, água, micróbio, vírus, pensamento, ou seja, lá o que for. 
E depois que tentei de tudo quanto é jeito e isto em plena madrugada, tive que acordar todo mundo pra abrir a danada da latinha. 
Por fim meu marido conseguiu, depois de quebrar a unha. E tem uma coisa, depois que fechar, vai ser pior, porque a danadinha começa a escorregar entre os dedos, daí quero ver tudo de novo! 
Mas é um santo remédio que passado de avô pra pai, e de pai pra filho e de filho pra neto e de neto pra bisneto, vai curando as gripes de muita gente e se brincar até as alergias também. 
Pelo menos a minha está quase curada e dou viva a latinha que guarda tão bem guardado o remédio para tantas gripes, seja alérgica ou não.

16 de agosto de 2012

TOME JUIZO E DEIXE DE SER BESTA


Não tem mais nem meio mais, comigo é assim: ou é oito ou oitenta.
Esse bla bla blá, eu ouvi da dona Severina, saindo da bodega do seu Chico, tudo porque a filha do seu Chico chamou a sua neta de Pistoleira.

Quase desmaiei com a noticia!
Meu Deus do céu! A neta da dona Severina é pistoleira e eu não sabia?
Eu estava saindo da escola a caminho de casa quando me deparei com esse alvoroço todo.

Olhei pra um lado, olhei pra um outro a procura de algum cavalo, e não vi nada. Dei meia volta até a esquina e nada de cavalo, se curiosidade matasse não estaria aqui para contar esta estória, mas a minha intenção era somente ver de perto esta pistoleira armada até os dentes.

Sim, porque na minha santa imaginação aprendi com os mais velhos que onde tem fumaça tem fogo e onde tem pistoleira de certo deverá existir um cavalo e onde estiver esse bendito cavalo com toda certeza a pistoleira estará nos arredores.

Mas, em vão, olhei de um lado pra outro, a barriga roncando de fome porque exatamente naquela hora deveria está em casa almoçando e não na rua querendo esmiuçar a vida alheia.
E chegando em casa, depois de ouvir um belo sermão da minha mãe, querendo explicações de onde eu estava, porque eu tinha hora pra sair e hora pra chegar e se não chegasse 12 horas em ponto, nem te conto...
Bom era preferível chegar, porque o interrogatório não existia ouvido que suportasse, pelo menos o meu não.
-Esqueceu do caminho de casa?
Onde estava?
Com quem?
Fazendo o que?
E quem mandou a senhora fazer isto ou aquilo?
Está querendo o que?
Pois era bem assim, e aprendi desde cedo a não mentir, porque a minha mãe com certeza tiraria a minha estória a limpo.
E por este motivo tive que falar a verdade, estava dando uma volta no quarteirão da bodega do seu Chico, procurando uma pistoleira. Queria ver se era igual a dos filmes.
Mas que estória é essa menina? E contei pra minha mãe tudo que ouvi, que também contou pra meu pai.
E finalizando essa história, que não esqueço até hoje, lembro-me do meu pai que falou bem assim:
Você está indo pra escola, pra se formar em jagunça?
Porque quem anda atrás de pistoleira é jagunça!
Daí eu respondi! Não senhor, Deus me livre e aguarde!
Desde quando eu autorizei a senhorita a sair correndo atrás de pistoleira? Pare de andar se metendo onde não deve. Cuide da sua vida, e quando sair da escola venha direto pra casa ajudar a sua mãe, ouviu sua intrometida. E assim foi!
Maria de Lourdes

14 de agosto de 2012

QUER VER UMA COISA? LÁ VEM A PISTOLEIRA


Pois é! desde que me entendo por gente, e que eu saiba, ouvia muito falar em pistoleiro. Aqueles personagens de filmes bang bang, e que eu não perdia um, nos dias de domingo, no cinema da minha cidadezinha do interior.
E pistoleiro, como todo mundo sabe era o bandido, o fora da lei que sempre morria no final do filme, para gloria do mocinho ou do artista, como era chamado aquele que lutava pelo bem de todos. Cresci sabendo que pistoleiro era isto e jamais em toda a minha vida ouvi alguém dizer: PISTOLEIRA. A não ser um dia, que ficou marcado na minha memoria. Duas mulheres discutindo. E uma chamando a outra de pistoleira.
Caí o queixo, porque na minha inocência, jamais podia entender como aquela mulher sem um cavalo e sem chapeu, sem uma calça de couro e sem uma bota e sequer uma espingarda podia ser uma pistoleira. Saí perguntando a Deus e o mundo e não existiu um filho de Deus que pudesse ou soubesse me explicar! Que povo mais doido, inventam cada uma!
E assim passou o tempo, e vida vai e vida vem, história vai e história vem, besteira vai e besteira vem!
Pois não é que somente hoje eu entendi porque aquela mulher chamava a outra de pistoleira?
É claro que fui buscar o significado no dicionário, mas aí eu deduzi: O que é que uma coisa tem a ver com a outra?
Quer ver uma coisa? basta duas mulheres discutirem por causa de ciume ou coisa parecida e pode aguardar que vai ouvir a mesma coisa que também ouvi e não entendi!
Quer ver uma coisa? ela vai soltar os cachorros na outra e por fim vai chamar a coitada de pistoleira. Porque será hem?
Quer ver mais? Nas novelas por exemplo, escreveu não leu, diga-se de passagem, tomar o marido ou o namorado da outra, é só preparar os ouvidos que vai ouvir direitinho: P I S T O L E I R A.
É bem verdade, que eu aqui com os meu botões, fico aguardando:
quer ver?... quer ver? ... quer ver?
E tome: SUA PISTOLEIRA.

Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...