14 de dezembro de 2013

MAHNA MAHNA (manamana, Mah-Na Mah-Na)

No mundo dos animais todos são amigos e solidários. Tem sempre alguem para dar o ombro amigo, lá onde moram sempre cabe mais um, não imposta a raça e nem a cor.











13 de dezembro de 2013

PISTOLEIRA NÃO. DEUS ME LIVRE E GUARDE.


E foi assim que foi! Fui pra casa da Chica e não saí de lá enquanto não falei com a vendedora de perfumes que sempre me dava os catálogos pra eu levar pra minha mãe. Pedi pra ela pra eu vender também e ela respondeu:
 - Deus me livre! Se tua mãe souber! Essa menina parece que não tem juízo certo e lá vai de novo a velha cantiga do juízo. 
Porque será que gostam tanto de mexer com o juízo da gente! Até hoje não descobri.
Mas a Chica deu a maior força dizendo que eu é quem cuidava do caderno dela e recebia todos os fiados.
- E você vai vender pra quem? Respondi: pra umas mulher sem juízo!
Na minha cidadezinha do interior, lá onde judas perdeu as botas. 
Bom eu disse perdeu, porque depois terminou achando e hoje é uma cidade linda e maravilhosa. 
Os costumes eram diferentes e até hoje em certos aspectos ainda são, menos o que vou narrar agora.

Pois bem, existiam umas mulheres que não eram bem vistas pela sociedade e elas eram bem conhecidas pelos seus vestidos que eram todos de um modelo só. 
Se vissem uma mulher com aquele modelo de roupa já sabiam eram essas descriminadas pela sociedade. Lembro bem, que até na Igreja na hora da missa elas sentavam no ultimo banco. 
Mas eu não tinha essa descriminação, pra mim tudo isso era bobagem de gente que quer ser melhor que os outros e elas de vez em quando vinham na oficina do meu pai comprar portas, madeira etc. 
Aproveitei o embalo para vender perfumes pra uma que levou o catálogo lá pra casa delas e no dia seguinte trouxe uma lista de pedidos que eram duas folhas de caderno. 
Na verdade eu era um tico de gente cheia de ideias. 
E minha mãe dizia que elas tomavam os maridos das outras. Não me interessei muito pelo assunto da minha mãe mesmo porque eu tinha lá os meus dez anos e não tinha marido. 
E na minha concepção a minha mãe também não corria esse risco porque ao meu ver meu pai com mais ou menos 35 anos já estava velho. 
Portanto como as moças gostavam muito de andar enfeitadas, seriam ótimas compradoras para os perfumes que eu pretendia vender. E vendi mesmo, muito perfume e maquiagem.

Se não fosse o trá lá lá da minha mãe e a promessa do meu pai de me colocar em um colégio interno teria ficado rica. Acho!
Mas minha mãe toda cheia de lenga lenga, não gostou muito desse negócio e novamente estou eu de pés e mãos atados querendo trabalhar de qualquer jeito. 
Por fim a minha mãe declarou de uma vez por todas que se eu gostava tanto de trabalhar iria arrumar um serviço pra mim já que eu era tão esperta.
Todos os dias depois do café eu pegaria a vassoura iria varrer a casa todinha, depois arrumaria as camas, depois tirava o pó dos móveis, depois colocava água nas plantas. 
No início jogava o lixo embaixo das camas, mas a minha mãe era muito esperta e eu talvez fosse a cópia dela. 
Comecei a prestar atenção na minha mãe e deduzi que ela era também chegada no dinheiro então eu precisava inventar alguma coisa que envolvesse minha mãe trazendo ela para o meu lado.
E analisa daqui e analisa dacolá foi que tive uma ideia daquelas. 
O meu pai tinha um deposito onde colocava pedaços de madeira e comecei a observar que todo mundo entrava ali para pegar aquele material de graça.

Então falei com a minha mãe pra nós duas tomar conta do depósito e ao invés de dar aquele material podíamos vender. 
De cara minha mãe disse não. Mas agora eu tinha uma tarefa pra ocupar meu juízo, convencer a minha mãe a tomar conta do depósito do meu pai.

11 de dezembro de 2013

A CASA DA DONA MAROCA



Não temos que nos incomodar com a vida dos outros, temos que nos preocupar com a nossa vida e deixar a vida do outro em paz. 
Cresci ouvindo isso e mais isso: “macaco nunca olha pro rabo” dito popular que muita gente conhece ou já ouviu falar. 
Mas acontece que existem coisas que chama atenção, incomoda e no caso aqui era a casa da Dona Maroca.
A casa da Dona Maroca era o desleixo em pessoa, situada em plena avenida, verdadeiro cartão postal de bagunça. 
A casa ficava mais pros fundos, mas na frente da casa ao invés de um lindo jardim era depósito de tudo que se pode imaginar e o muro daquele que deveria ser um jardim era feito de tábuas velhas, pregadas de qualquer jeito. 
O piso onde deveria habitar lindas plantinhas era cheio de lixo, mesa velha caindo aos pedaços lotada de panelas velhas que ela lavava e colocava ali pra secar, pneu velho e não sei explicar pra que dona maroca guardava tantas coisas velhas. 
Mais adiante um varal lotado de roupas encardidas jogadas lá de qualquer jeito, sem contar que no muro que feito de tábuas, era também pra secar as roupas e tapetes tudo junto. 
Nas paredes, eram bacias penduradas, panos velhos e qualquer um que passasse parava pra ver a bagunça da casa da dona maroca.
E todo esse arsenal fez com que um dia criássemos uma banda a base de latas, panelas, pratos e bacias em homenagem a dona maroca que não estava nem aí com a peste de mosquitos e ratos que atraídos pela bagunça da sua casa faziam a festa. E a música escolhida a dedo foi nada mais nada menos que saudosa maloca. 
E o show não tinha dia pra acontecer, chegávamos de repente, uns trinta numa só voz cantávamos a saudosa maloca em homenagem a bagunça da dona maroca, tomamos muitos banhos de balde d’água mas embora pareça incrível a dona maroca mudou e hoje no lugar daquela casa velha é uma casa linda, mas na lembrança ficou a casa da dona maroca que não suportou a nossa saudosa maloca.




4 de dezembro de 2013

O MEU BLOG PRECIOSO VAI BEM OBRIGADO


Existem muitos artigos sobre blog. Como criar um blog, como divulgar um blog, como atrair leitores para o blog, como fazer sucesso com o blog, como ganhar dinheiro com o blog.
Blog isso, blog aquilo e blog aquilo outro. Confesso que são tantas informações que se não tiver cuidado fica louco.
Todas essas informações são ótimas não podemos dizer que não, mesmo porque de blog não entendo nada. Minha especialização e profissão e formação é outra.
Agora pode me perguntar. E porque você tem um blog? Boa pergunta que não saberei responder em detalhes.
Talvez porque na minha família todos tem um blog, talvez porque eu gosto de escrever, talvez porque gosto de dividir informações úteis e por isto tenho mais de um blog. 
A verdade é que não foi e não é minha intenção ter um blog de sucesso. Longe de mim, porque meu negócio não é blog.
Se você criou um blog e está no mesmo patamar que eu, sossegue e não desanime não, quando ver um blog com milhões de acessos e o seu não!
Tenha ânimo criatura porque o sol está lá em cima lindo e maravilhoso brilhando pra todos.
Vai ver que seu negócio não é blog, ou melhor, seu fraco! Mas que você gosta de escrever, somente, e eu lhe digo que nós duas (pessoas) empatamos direitinho!
E se o seu blog é de contar a sua história, que ninguém quer lê, acalme-se, esse negócio de contar história não dá em nada, pois o povo gosta mesmo é de outro tipo de histórias que não é a nossa!
Nós não somos nem artistas, nem escritor, nem ator pra ter biografia! E mesmo que fossemos, Não descobrimos e nem inventamos nada pra fazer sucesso.
Historinha furreca de lacinho de boneca quem quer saber? Nem meu filho quer! Pois ele adormeceu só em ouvir eu falar que ia contar a história do meu blog.

Existem BLOG e blog é só colocar o dedo na consciência!
O nosso se enquadra no segundo. É nosso diário e serve de lembrança quando estivermos na idade.
Portanto nada de desanimo, se não tem comentário, se não tem seguidores faça como eu. 
Sorria que a vida é bela! Nós não entendemos de SEO. O nosso SEO é aquele outro C+E+U, que por sinal hoje está com um sol lindo. 
E até mais ver!
Maria de Lourdes

26 de novembro de 2013

VESTIDINHOS? CANSEI

E pra começo de história aquele comercio de vendas de vestidos de bonecas dentro da casa da minha mãe foi que não deu certo mesmo. 
Aquele entra e saí de meninas quase que deixa minha mãe louca sujando o seu chão que mais parecia um espelho.
De cara a minha mãe finalizou aquele furdunço dentro da despensa da sua casa. 
Ela com razão já tinha oito filhos pra criar e não estava disposta a ceder aos meus caprichos de lojinha de vestidos de bonecas bem na porta de sua cozinha. Que eu fosse inventar outra coisa, porque essa daí com a minha mãe era impossível.
Então tive outra ideia: como a feira era na rua que morávamos resolvi colocar os vestidinhos na janela da minha casa em dias de feira.
Minhas coleguinhas de escola eram barulhentas e briguentas demais por causa daqueles vestidos e aquele aglomerado de blá blá blá na porta da casa da minha mãe chamava atenção de todo mundo que passava. Que povo mais curioso aquele! 
E não deu outra. Meu pai quando viu aquilo na porta da sua casa veio fumaçando pra saber que arrumação era aquela que eu tinha inventado dessa vez. 
Jamais eu poderia imaginar que aqueles vestidinhos de bonecas fossem me trazer tantos problemas: não estudava mais, não fazia a lição de casa, dormia e acordava pensando em modelos de vestidos.
Meu pai chegou, perguntou o que estava acontecendo ali na porta da sua casa e ninguém soube responder.
Mandou que eu retirasse aquela mercadoria de cima da janela, fechou a janela e acabou o fuzuê.
Que eu poderia continuar fazendo os tais vestidinhos, que eu podia dar de presente mas vender não, porque lá em casa ninguém estava precisando disso. 
Foi uma ladainha do tamanho do mundo na minha cabeça que até me fez esquecer o assunto porque vestidinho de graça eu não faria nem morta.
Haveria de encontrar uma forma de ganhar meu dinheiro, pois que me aguardassem que imaginação era o que não me faltava.

Sem muito chororô, terminávamos obedecendo, depois tudo ficava numa boa. Por fim não estava mais querendo saber de fazer vestidinhos a minha imaginação que era a mil por hora já estava focada em outro assunto e na casa da Chica tinha uma senhora que vendia perfumes através de catálogos então eu me candidataria a vendedora de perfumes e até já sabia pra quem iria vender é mole?

19 de novembro de 2013

MEUS VESTIDINHOS DE BONECA


Ganhei muito dinheiro no jogo do bicho, comprei presente pra todo mundo, mas não tinha como voltar a jogar mesmo porque surgiu uns boatos que mandaram fechar o jogo, não sei se foi a polícia ou o prefeito, sei apenas que meu pai fez questão de dar a notícia em primeira mão:
Tá vendo só? 
Se continuasse com esta história de jogar e adivinhar jogo? 
Simplesmente arregalei os olhos e não quis saber desse negócio de jogo até hoje. 
E já que eu tinha dinheiro, agora meu tempo era pouco. Minha mãe tinha uma coleção de revistas de modelos de roupas. Comprava pra Chica fazer os vestidos conforme os modelos e eu tinha um saco grande cheinho dos mais lindos retalhos de tecido que a Chica dava pra mim.
Comecei com o meu negócio na despensa da casa da minha mãe. Caixas e mais caixas com retalhos de toda cor, tesoura, agulha e linha e costurava na mão mesmo os mais lindos vestidos todos da moda. Foi um sucesso. Colocava em uma sacola e levava pra escola, vendia tudo. E não vendia fiado de jeito nenhum. Mas meu negócio na escola não durou muito não porque minhas colegas faziam tanto barulho que a professora proibiu aquele comercio na sala de aula. Ninguém estudava com os vestidinhos passando de mão em mão e depois as mães das minhas colegas estavam uma arara com os dinheiros sumindo das suas carteiras.
E esta história veio parar nos ouvidos de quem?
Adivinhem se puder
Da minha mãe e do meu pai, só podia ser.
Revoltada! Fiquei dois dias sem ir pra escola, não tinha noção das consequências das coisas quando disse pra minha mãe só de raiva que a professora tinha me expulsado da escola que não era pra eu aparecer lá nunca mais.
Nem terminei de dar o recado e minha mãe me pegou pelo braço rumo a escola pra tirar esta conversa a limpo.
Eu não estava querendo ir junto. Mas não tinha jeito! E lá a minha mãe ficou sabendo de tudo inclusive do meu comércio ilegal, de vendas na sala de aula.

E já que a minha mãe tinha me levado com material e tudo tive que ficar por lá mesmo com a cara de Amélia, morta de vergonha, mas me animei quando a professora falou que eu podia vender meus lindos vestidinhos na minha casa mesmo, e imediatamente a imaginação busca novas estratégias.

10 de novembro de 2013

MACUMBEIRA NÃO. DEUS ME LIVRE E GUARDE!

E nessa de jogadora de jogo do bicho tenho histórias pra contar porque mais ganhava do que perdia, jogava todo dia escondido do meu pai que odiava jogo.
O jogo era assim, era uma roleta com todos os bichos de 1 a 25 e os vendedores eram espalhados pela cidade e justamente no armazém do Sr. Vicente em frente à minha casa existia um vendedor que se chamava cambista.
E eu inocentemente virei mascote do jogo do bicho porque todo mundo queria saber de mim que bicho que ia dar.
Pois não é que as pessoas iam até a minha casa pra me perguntar que bicho vai dar hoje? Tem algum palpite?
Mas esta história não durou muito tempo não, porque meu pai tinha o controle de tudo. E foi num desses dias que chegou uma comadre na oficina do meu pai para dizer que eu era uma menina de ouro porque através de mim ela já tinha ganho umas 10 vezes no jogo do bicho e que eu quando crescesse ia ser uma macumbeira e das boas!
E ao ouvir tal afronta meu pai deu um pulo da altura da casa, e disse:
O que?
Que história é essa?
Filha minha não nasceu pra ser jogadora e nem macumbeira!
E depois de ouvir todo o relato do correio da má noticia, saiu fumaçando pra casa, que era bem do lado, pra saber da minha mãe os fundamentos desta história.
Só sei dizer que os cambistas não faziam mais jogo pra mim e diziam bem assim: seu pai proibiu vender jogo para você e depois perguntavam:
Você está com algum palpite? E eu respondia: tô sim, mas não digo e qualquer pessoa que me perguntasse era assim que eu respondia: vá lá perguntar pra meu pai.
E só de raiva acrescentava: sei qual é o bicho que vai dar hoje, amanhã e depois, mas não digo!
Claro que era invenção minha, pois eu não sabia de nada, acertava as vezes por coincidência, depois acabou o jogo.
Comprei muita coisa, linhas, enfeites, botão, rendas, para montar meu bazar de roupas de bonecas. E tem muito mais! Ah se tem!

Maria de Lourdes

Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...