8 de junho de 2014

TERRA AMADA


Ainda falta muito para escrever sobre a minha infância e minha adolescência e posso falar com muito orgulho do quanto fui feliz na minha infância. 
E mesmo que se por acaso na vida não tivesse motivos para ser feliz ou mesmo se a vida tivesse sido diferente nos caminhos que a vida segue, diria que, tive a oportunidade de conhecer o verdadeiro sentido da felicidade. A minha cidade, era uma cidade alegre. Acho que em cada esquina existia uma história. 
Quando vi esse video não pude conter a minha emoção. Tempos que se foram, mas que marcaram com o aprendizado que necessitamos para dar sequencia à nossa história. O autor da música, não conheci, mas ele soube retratar muito bem a história desse lugar. 
O Padre Pedro que me batizou. O Colégio Padre Viana onde estudei e em seguida mudei para o Colégio Balbina Viana Arrais, dirigida pelo professor Macedo e a Dona Ieda. O video fala da Cacimbinha, na rua da Taboqueira. Reservatório de água proveniente da Nascença. Fala de um personagem muito conhecido na cidade: Sinésio que fazia ratoeiras e gaiolas e tambem cortava cabelos e muito bem. 
A Banda de Mestre Olivio que tocava aqueles lindos dobrados nas festas de comemorações da cidade. E até os loucos da cidade: Aninha Doida, Bafuta, Sapiranga e João dos Avião fazem parte da nossa história. Lembro muito bem de Tonheiro e de Rosa. 
A Rosa morava na mesma rua da Chica e da Maria Alacoque. Namorava com Tonheiro, um namoro que durou uma vida inteira. Enfim, pequenas lembranças, mas grandes saudades.


30 de maio de 2014

PEDRA DO URUBU

Pedra do Urubu

Se existia algo nessa vida que eu tinha muita raiva e nojo era de urubus. Acredito que todo mundo conhece ou já ouviu falar em urubu. E não era com bons olhos que o urubu olhava pra minha pessoa. Ficava desconfiado quando me via porque talvez seu instinto lhe avisava
Lá vem pedra! 
E voava, deixando aquele seu cheiro horroroso. É claro que os urubus também não andavam passeando pela cidade, porque na cidade não existia o que eles queriam claro, mas de vez em quando eu os via na cumeeira da casa e isso me deixava irritada. E nos dias que chovia, aqui e ali via-se uma fileira de urubus por cima das casas com as asas abertas.
Nos céus eles faziam o seu círculo, com suas asas enormes e eu me perguntava porque Deus criou um sujeito tão feio.
Ouvia muito falar que nos arredores da cidade havia uma pedra chamada de Pedra do Urubu e não entendia porque com tantos nomes para se colocar em uma pedra colocaram justamente o nome de Pedra do Urubu.
Até que um dia, na escola, um certo dia havia um trabalho sobre a Pedra do Urubu e tínhamos que sair em excursão para visitar a Pedra e conhecer a sua história.
Deus me livre e guarde que lá eu não vou! Mas fui assim mesmo! Desde o dia que vi uma guerra de urubus por um pedaço de carne que comecei a sentir verdadeiro pavor quando via um. E na minha mente cheia de fantasias aparecia um urubu rei voando pelos ares carregando pessoas. Coisas da minha imaginação que era a mil por hora. Dentro de um segundo eu criava uma história detalhada com começo, meio e fim.
E fomos pra Pedra do Urubu e lá aprendi que tinha esse nome, porque era a morada de todos os urubus da cidade
E que o Urubu, mesmo sendo tão feio era um dos maiores aliados da Natureza e cumpria o seu papel com maestria sendo o faxineiro do meio ambiente. Entendi que o Urubu era mais importante do que eu imaginava.
Agora eu olhava para o Urubu com respeito e até lhe disse um dia: “quem diria hem? É mais mais importante que as galinhas? E só não te abraço por dois motivos:
Primeiro porque foges, segundo porque teu cheiro só Deus para ter misericórdia.
Bom mas voltemos pra Pedra do Urubu, naquele lugar existiam muitas e muitas pedras, era lindo de se ver. As crianças da cidade gostavam muito de brincar nessas pedras, imitando os personagens do cinema como o Zorro, com suas espadas de madeira, e os índios munidos de arco e flecha. O que eles viam na tela do cinema, representavam lá em cima dessas pedras.

27 de maio de 2014

NASCENÇA

Foto de Igor Lucena
A Nascença

Foi a partir da descoberta daquelas águas um pequeno açude de nome Nascença que surgiu a cidade onde fui muito bem criada e educada por meus pais. 
Ou onde muitos nasceram e cresceram conhecendo de perto o verdadeiro sentido da fraternidade, da amizade e da solidariedade. 
Um povo alegre e hospitaleiro, cada um com a sua história e raízes. Do mais pobre ao mais rico, todos se conheciam uns aos outros e foi nesse clima que cresci.
Sabe-se através da história que naquela região, habitaram os índios Cariris porque muitas das suas artes foram encontradas em um cemitério, do outro lado da Nascença, conhecido como Cruzeiro.
Era lindo de se ver as lavadeiras lavando roupas com as águas da Nascença, aquelas roupas cheirando a limpeza quarando ao sol depois de lavadas e ensaboadas.
A Nascença, como era chamado o açude, que nascia ao pé do serrote, nasceu pelos desígnios da Natureza para dar a vida pois nos criamos todos alimentados com as aguas daquele lugar bendito.
Nada mais justo que coroar essa santa mãe, como Patrimônio Histórico Natural, que viveu enquanto pode viver até que um dia os desmatamentos a arrancaram da terra.
Existia próximo a Nascença, uma casa grande que chamávamos de Engenho. E quem, não conhecia o Engenho?
E quem não gostava de visitar o Engenho? 
Era o passeio mais convidativo que existia, porque lá se fabricava o mel de engenho que jamais vi em lugar nenhum. 
E quando as turmas do Colégio Padre Viana ali chegavam, a hospitalidade não nos deixava esquecer aquele lugar e voltávamos pro Colégio saboreando alfenim, que era um pedaço de cana mergulhado no mel e se transformava em doce, tipo puxa puxa, amarelo e gostoso que acredito que só naquele lugar sabia fazer.
Dentro do engenho ferviam enormes tachos de mel feitos com cana de açúcar, cada um no seu ponto certo para se transformar em saborosas rapaduras.
Tempos para não se esquecer nunca mais.
A minha homenagem é à Nascença. 
Aguas que se foram, aguas que me alimentaram e mataram a minha sede, com muito orgulho fui criada com as aguas da Nascença.

25 de maio de 2014

COLÉGIO PADRE VIANA

Colégio Padre Viana


Ao Sr. José Teles de Carvalho a minha simples homenagem e meu agradecimento e que Jesus ilumine o seu caminho nas estradas da evolução. Porque esse foi o verdadeiro Mestre, honrando o sentido da palavra Mestre.


Uma das fases da minha vida e das quais nunca irei esquecer foram a minha pré adolescência e adolescência, no Colégio Padre Viana.

Acredito que não existe uma só pessoa da época, que não sinta orgulho de haver frequentado os bancos dessa escola.
Falar em Colégio Padre Viana nos reporta à figura do seu fundador e diretor José Teles de Carvalho, cuja missão nesse mundo foi a de ensinar e educar.
Existia ali entre aquelas paredes algo que nos fazia amar tanto aquela escola. A missão honrosa do amor a profissão e do dever fazia daquele lugar um ninho de amor. Nós amávamos de verdade o Colégio Padre Viana e era com muita tristeza que muitos que concluíam os cursos, se viam obrigados a procurar outros caminhos. O Sr. José Teles de Carvalho, era muito mais que um diretor ou presidente, ou proprietário de uma escola. Era um homem sábio, inteligente, simples e acima de tudo amigo. Acredito hoje que quando cumprimos com a nossa missão com amor, legiões de anjos nos ajuda a passar pelos obstáculos e faz da nossa missão um ninho de amor que atrai e conforta as criaturas. Talvez seja esta a explicação do fato de amarmos tanto aquela escola.

Desfile do Colégio Padre Viana




A História do Colégio Padre Viana
http://www.colegiopadreviana.com.br/colegiopadreviana/index.php/historia

Vidinha na Escola



A importância do Bê a Bá

E voltando ao meu passado repleto do que é o que é, para homenagear em forma de agradecimento ás pessoas que passaram pela minha vida.
E já que acredito na vida após a morte do corpo não vou querer reencontra-las sem sequer haver passado pela vida e sem tocar nos seus nomes.
E uma dessas pessoas é a Dona Mariquinha a minha primeira professora, aquela que me ensinou o ABC e ainda hoje lembro da minha cartilha de ABC e minha tabuada.
A Dona Mariquinha tinha uma escola particular, era amiga da minha mãe e até hoje lembro da sua fisionomia.
Minha segunda professora foi a Dona Geralda. Tinha uma escola pertinho da Igreja, um quarteirão da minha casa.
Tinha também a madrinha Néia, minha madrinha que adorava me presentear com lindas bonecas. Fazia uns bolos que era uma delícia e quase todo dia trazia bolo pra mim.
Tinha também a Dona Inacinha, que cuidava da minha mãe quando ela tinha bebê, fazia um ensopado de galinha que minha mãe odiava porque só tinha gosto de agua e eu adorava aquele panelão cheio d’água até a tampa.
Tinha também a Finha que passava as roupas lá de casa, ainda não vi alguém passar uma roupa daquela maneira com um ferro cheio de carvão com brasas e sua irmã Terezinha que não saia lá de casa, era a melhor amiga da minha mãe.
Enfim não tem como falar de todo mundo, senão não termino nunca!
Quando cheguei na idade de entrar nas escolas, fui para o Grupo Escolar José Matias Sampaio.
E por incrível que possa parecer foi nessa escola acho que já no segundo ano, um dia chega na cidade uma família, e um desses personagens que não são fictícios vai estudar na mesma escola e na mesma classe que eu.
Pois não é que esse dito cujo, depois que cresceu virou o meu marido? 
Essa escola, era uma escola linda, com suas salas grandes e o quadro negro enorme na parede, janelas grandes e largas, pena que não tenho uma foto para mostrar. 
Terminando o quarto ano que na época era o quarto ano primário fui para outra escola.
O Colégio Padre Viana. 
Cujo Proprietário e Diretor era o Sr. José Teles de Carvalho. Era uma pessoa muito querida e todos nós o amávamos e respeitávamos muito.
Nesse Colégio vivi a minha adolescência, tempos que não esquecerei jamais. Lembro do nosso uniforme que era uma coisa muito linda.
A saia vermelha grená, blusa branca, a boina vermelha grená, meias brancas e sapatos pretos.
Tínhamos o uniforme para as aulas e o uniforme também da mesma cor para os dias de festividades quando usávamos a boina. 
Como eu tinha orgulho e zelo por aquele uniforme e quando a Finha passava a saia com pregas dava vontade de nunca sentar só para não amassar.
Nas horas de recreio, em épocas da cana de açúcar, corríamos para um lugar que hoje é patrimônio cultural.
A Nascença.
Visitávamos também o Cruzeiro e a Pedra do Urubu

Aí já é outra postagem!

21 de maio de 2014

FESTA DOS CABOCLINHOS


Festa dos Caboclinhos

Era um tiquinho de gente, mas de uma vivacidade que acredito ser fora da época. 
Eu mesma cuidava do meu viver feliz. 
E se nas minhas lembranças existe uma pessoa que não posso esquecer é de Maria Alacoque. 
Foi minha professora que me ensinou a rezar o Pai Nosso e a Ave Maria. 
Acredito que todas as crianças daquela pequena cidade foram suas alunas de catecismo.
Lembro bem de uma música que ela nos ensinava. E gravei para sempre na minha memória.

"Mãezinha do céu
Eu não sei rezar
Só quero repetir
Quero de te amar
Azul é teu manto
Branco é teu véu
Eu quero ser tua
Ó mãezinha do céu!

Éramos de 20 a 30 meninas, cantando esse hino em coro que ao lembrar me faz chorar de saudade!
Saudade de coisas boas, de tempos bons, da nossa inocência, quando não conhecíamos o que era a maldade humana que vemos pelas ruas ou pelo mundo afora.
E Maria Alacoque, figura muito conhecida na cidade, era a organizadora das festas de fim de ano. Preparava o presépio que era verdadeira obra de arte. 
Acredito que além de professora era mestre na arte de decoração porque o seu presépio era comentado e visitado por muita gente que admirava aquela beleza.
Nos preparava para uma festa, onde eu não entendia nada, e só depois que cresci a curiosidade me fez retornar à aqueles tempos inesquecíveis e constatar que os costumes ali eram parte de uma cultura de povos e tempos que estão registrados nas memórias daqueles que preservam as lembranças.
As famílias preparavam os presépios em suas residências e a noite o cortejo de Maria Alacoque saia de cidade a fora composto pelos seguintes personagens.
Os índios, os caboclinhos, as ciganas, as pastorinhas, os beija flores, as borboletas, o pastor, os anjos, a estrela, o sol e a lua e os três reis magos com os presentes.
Eram as alunas (os) e ex alunas (os) do catecismo que faziam parte desse espetáculo, que atraia a cidade inteira. Saiamos cantando e dançando pelas ruas a fora e o cortejo de pessoas para visitar o presépio da residência que nos esperava.
Eu era um dos caboclinhos, vestida de short vermelho com elástico nas pernas e uma faixa também vermelha amarrada no busto, o rosto  e braços pintados e uma faixa na testa com penas coloridas que ela preparava. E cantávamos bem assim: acompanhando a Maria Alacoque, em uma só voz o nosso bem ensaiado canto:

Vão chegando os caboclinhos,
Na cidade de Belém,
Tão lindos e pequeninos,
Quanta beleza que tem!

Quem são vocês?
Caboclinho da aldeia
Para onde vão?
Vamos a Belém
Vão ver a quem?
Jesus nosso bem
Vão ver a quem?
Jesus nosso bem!

E ao chegarmos na residência onde estava o presépio a festa começava. Com o canto e a dança dos caboclinhos!
A dança das ciganas, com seus chocalhos nas mãos
A dança das pastoras,
A cantiga da estrela, que dizia "que era uma estrela brilhante que Jesus veio anunciar" 
A cantiga do sol e da lua que iluminavam a terra.
Um verdadeiro teatro ao ar livre que atraiam pessoas de todos os lugares.
E era lindo demais!
Como não sentir saudade de tudo isso?
E no dia 06 de janeiro dia de reis, fazíamos uma grande roda na calçada da Igreja em volta da fogueira feita com as palhas de coqueiro que ornamentavam os presépios.
Cantávamos assim:

Essas palhinhas 
Que estão se queimando
É da nossa lapinha
Que está se acabando

Adeus meu menino
Adeus meu amor
Até o próximo ano
Se vivo ainda for.

E a minha homenagem nessa postagem é a Maria Alacoque, que tanto nos ensinou e alegrou.
E onde estiver, deve está espalhando a sua alegria sadia. Essa que faz a gente lembrar e não esquecer nunca mais.
Maria Alacoque faz parte da história de uma comunidade, que trouxe a cultura de povos espalhados pelos cantos da terra, e somente através dela é que conheci esse espetáculo e muito me orgulho por tê-la conhecido.

Maria de Lourdes


20 de maio de 2014

Semente do Bem


A Semente do Bem

E lembrando daqui e dali voltei ao meu passado, não sei se todas as pessoas são ligadas às suas raízes, eu pelo menos sou muito ligada às minhas. Acho lindo tudo aquilo que passou, vivi e vi. Engraçado que parece que todas as pessoas que faziam parte da minha infância também carregam consigo um poço de saudades.


E quem vê esse casarão em ruínas, por onde muitas vezes, quando criança passei pelas calçadas, não sabe que dentro dessas paredes existiu uma bela e grande história.
Era o Casarão da  família Balbina Viana Arrais. Construído em 1907.
Segundo narra a escritora Marineusa Santana, que foi uma das minhas professoras, e narra no lançamento do seu livro o texto a seguir:



Boa noite aos componentes da mesa, aos amigos da Cultura, e a todos que nos prestigiam, com suas presenças. 
Quem em Brejo Santo pode dizer que não gozou ou não goza dos efeitos ou benefícios das obras realizadas por Balbina Lídia Viana Arrais - A MESTRA?
As suas iniciativas, as suas realizações, seus feitos estão presentes na nossa cultura até hoje, pela tradição oral ou escrita ou pela própria história da cidade.
Ela veio à Vila de Brejo dos Santos, a mando do governo, ensinar as primeiras letras, por um determinado espaço de tempo, pensaram alguns, principalmente por saberem ser ela esposa do Boticário Lydio Dias Pedrozo. Engano ! 
Deus é providente e não falha aos que nele confiam.
Aqui ela ensinou as primeiras letras às crianças, aos  adolescentes , às donas de casa, à luz do candeeiro à noitinha; ensinou a amizade, a solidariedade, o respeito, a partilha , o amor, ensinou a dignidade a muita gente, ensinou enfim o valor da vida , ensinou a viver, com o seu testemunho de vida.
Acolhida por Basílio Gomes da Silva iniciou na Taboqueira a missão desempenhada eficazmente até sua morte e soube tão bem transmitir à Filha, às netas, às  afilhadas,  as agregadas, às amigas a todos que tiveram a graça de com ela conviver.
Entre os alunos garimpava os diamantes brutos e encaminhava-os aos seminários ou em busca de uma profissionalização.
Seu temor a Deus era tamanho a ponto de não fechar as portas de sua casa para quem quer que fosse, nem para socorrer a  um cangaceiro agonizante.
O Casarão serviu de escola, Igreja, Casa paroquial, esteve sempre disponível a tudo e a todos.
Porém não houve nenhuma autoridade que se sensibilizasse e buscasse junto aos órgãos federais  uma ajuda a fim de que ele fosse tombado como Patrimônio histórico. Os universitários e os professores que tentaram fazer algo,não mereceram a atenção das nossas autoridades. Quantas vezes vi Madrinha Auristela sair à  procura de negociar a fim de poupar a demolição do casarão. Tudo em vão. O pior de tudo é que demoliram sem necessidade. Nada foi construído. Está lá apenas o muro das lamentações.
Não podemos esmorecer. Precisamos buscar parcerias com instituições, reedificar o casarão para um espaço cultural.
É louvável registrar os dados para a nossa história não se perder. Nossas novas gerações precisam saber da sua história; Mas ainda é tempo de lutar a favor da reconstrução do CASARÃO DO SABER, da Nascença e de outros projetos .
Obrigada aos familiares de D.Balbina que se fizeram presentes, a todos que contribuíram para a impressão do Livro, aos que compareceram ao evento e aos que se juntarão a nós na luta pela cultura..
Meus sinceros agradecimentos e Boa Noite.

Marineusa Santana

29/12/2007


A minha homenagem nessa postagem é para a Dona Balbina Viana Arrais, muito ouvi falar no seu nome, na grandeza da sua alma. A ela devo o fato de saber ler e escrever porque foi ela que plantou o alfabetismo naqueles tempos tão difíceis, ensinando à luz de candeeiro.
A minha homenagem também é para a Marineusa Santana, escritora e professora, pessoa extraordinária, culta, simples, amiga, solidária e que muito fez pela nossa cidade. Foi uma das minhas professoras. De longe sempre acompanhei o seu trabalho, lendo os seus textos e cronicas. Que Jesus abençoe esses anjos que fizeram parte de alguma forma do meu passado e lá no espaço infinito continuam plantando a Luz do Saber e do Entendimento.

Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...