10 de novembro de 2013

MACUMBEIRA NÃO. DEUS ME LIVRE E GUARDE!

E nessa de jogadora de jogo do bicho tenho histórias pra contar porque mais ganhava do que perdia, jogava todo dia escondido do meu pai que odiava jogo.
O jogo era assim, era uma roleta com todos os bichos de 1 a 25 e os vendedores eram espalhados pela cidade e justamente no armazém do Sr. Vicente em frente à minha casa existia um vendedor que se chamava cambista.
E eu inocentemente virei mascote do jogo do bicho porque todo mundo queria saber de mim que bicho que ia dar.
Pois não é que as pessoas iam até a minha casa pra me perguntar que bicho vai dar hoje? Tem algum palpite?
Mas esta história não durou muito tempo não, porque meu pai tinha o controle de tudo. E foi num desses dias que chegou uma comadre na oficina do meu pai para dizer que eu era uma menina de ouro porque através de mim ela já tinha ganho umas 10 vezes no jogo do bicho e que eu quando crescesse ia ser uma macumbeira e das boas!
E ao ouvir tal afronta meu pai deu um pulo da altura da casa, e disse:
O que?
Que história é essa?
Filha minha não nasceu pra ser jogadora e nem macumbeira!
E depois de ouvir todo o relato do correio da má noticia, saiu fumaçando pra casa, que era bem do lado, pra saber da minha mãe os fundamentos desta história.
Só sei dizer que os cambistas não faziam mais jogo pra mim e diziam bem assim: seu pai proibiu vender jogo para você e depois perguntavam:
Você está com algum palpite? E eu respondia: tô sim, mas não digo e qualquer pessoa que me perguntasse era assim que eu respondia: vá lá perguntar pra meu pai.
E só de raiva acrescentava: sei qual é o bicho que vai dar hoje, amanhã e depois, mas não digo!
Claro que era invenção minha, pois eu não sabia de nada, acertava as vezes por coincidência, depois acabou o jogo.
Comprei muita coisa, linhas, enfeites, botão, rendas, para montar meu bazar de roupas de bonecas. E tem muito mais! Ah se tem!

Maria de Lourdes

9 de novembro de 2013

E DEU COBRA NA CABEÇA

Imagem da Internet
Se tinha uma pessoinha que precisava de dinheiro pra fazer as minhas compras essa pessoa era eu. E embora sendo criança já tinha noção do certo e do errado e jamais iria mexer no dinheiro da minha mãe que ficava tão bem guardado no guarda roupa. Eu precisava ter o meu próprio dinheiro e não sabia como.
Existia na minha cidade o jogo do bicho e todo mundo que eu conhecia jogava e eu entrei no embalo. Existia também um livro dos sonhos lá em casa, acho que em toda casa tinha esse livro e as pessoas usavam para interpretar os sonhos e fazer as suas apostas.
Um certo dia, tive um palpite. Vai dar cobra. E nisto fiquei o dia inteiro e sem ninguém me dar atenção.
Meu pai não gostava de jogo e nem a minha mãe. Mas eu era fã do jogo do bicho. Pedi dinheiro pra meu pai pra jogar na cobra, mas meu pai disse que filha dele não jogava, que não estava criando filho pra ser jogador de jogo do bicho e que eu me aquietasse com esta invenção.
O meu pai tinha uma coleção de revistas, que ele guardava muito bem guardadas no guarda roupa. Sei que eram revistas importantes das quais era assinante e todo mês as recebia pelo correio.
Fui lá no guarda roupa peguei umas cinco e fui vender no armazém do Sr. Vicente, que ficava em frente à minha casa e eu sabia que comprava jornais e revistas para empacotar as suas mercadorias.
Peguei o dinheiro e joguei na cobra e a tarde foi cobra na cabeça. Por pouco não desmaiei. E agora como faria para receber o dinheiro? Me vali da minha mãe que me deu uma boas broncas por causa das revistas, mas já que o dinheiro era pra receber foi comigo e o comprovante da aposta e recebi aquele montão de dinheiro que para mim era uma fortuna.
No dia seguinte joguei na cobra de novo e ganhei. Lembro que meu negócio era jogar no jogo do bicho e ganhar. Até que um dia o jogo foi proibido e acabou a farra.
Então eu precisava colocar a minha mente pra funcionar e consegui:
Depois eu conto
E quanto às revistas, meu pai nunca percebeu. E só ficou sabendo depois que cresci e contei pra ele.


1 de novembro de 2013

O MISTÉRIO DAS SOGRAS


Esta história de sogra é meio que complicada. Lembro que a minha mãe era um anjo de sogra, pelo menos é o que diziam seus genros.
Que ela era uma segunda mãe. E tanto é verdade que muitas vezes, ou quase sempre, nunca me dava razão. A razão sempre era do compadre marido!

Tenha mais compreensão dizia ela, porque na verdade eu era a própria polícia dentro de casa. E como sempre ouvi falar mal das sogras, acredito que toda regra tem exceção e minha mãe era uma delas.
Já a minha sogra era um Deus nos acuda. 
O que tinha minha mãe de bondade tinha a minha sogra de ruim.
Falsa que só ela! Na minha presença era um doce, mas pelas minhas costas eu era o diabo em figura de gente!
Dizia que eu era mandona, encrenqueira, tinha mania de limpeza e o coitado do seu filho amargava o pão que o diabo amassou na minha mão segundo ela. Também pudera fui casar justamente com um sujeito carente de mãe, era eu olhar meio feio pra ele e já corria pro colo da mãe. Também eu não tinha vocação pra ser mãe de marmanjo se eu tinha somente 15 anos. Mas sendo eu a figura do cão segundo a minha sogra meu casamento durou 17 anos. E teria durado uma vida inteira se o tal de marido não fosse mulherengo demais. Era um amor de pessoa, mas chegado a um rabo de saia. Bom, mas não estou aqui pra falar de mim e sim da sogra, que falam tanto das sogras e eu não sei exatamente o porquê.
Até que um dia eu também virei sogra! Foi o maior susto porque mudar a rotina das coisas pra mim é complicado primeiro tenho que ver, entender, absorver e depois administro numa boa. Afinal meu filho é minha vida.
E chegou o grande dia de conhecer a nora. Nora que já era nora mesmo e sentadas no maior bate papo, conversa vai e conversa vem, história vai e história vem de repente parei e olhei pra ela e cá aqui com meu botões aprendi a lição de casa.
Agora eu sei porque sogra é uma pedra no sapato, segundo dizem, não sou eu que estou afirmando.
É que a mãe consegue ver os defeitos que o filho não vê. E olhando pra minha nora pensei! Olha só, agora sei porque ninguém gosta de sogra. Mas a boa convivência faz bem pra todo mundo e segundo a minha irmã que é uma excelente conselheira disse: Não meta a sua colher, você é cega, muda e surda quando se trata da nora. Mas que a minha nora quer meu filho só pra ela isto quer sim. Não digo que vou ser um anjo igual a minha mãe, pois de anjo não tenho nem mesmo uma pena de asa.
Entendi que sogra tem raio x no olho! E desvendei o mistério!


25 de outubro de 2013

MEU VOTO É PRECIOSO

Imagens do Google
Pois é, meu voto não é lá essas coisas não, mas voto é voto e se chama tambem PRECIOSO.
E quem quiser o meu voto precioso, com direito a comentario e tudo mais?
Venha pra cá que eu voto!
Passeio com a sua postagem pelo mundo inteiro através das redes sociais.
E ainda compartilho com o Google +
Pois é, com esta estória de postar e quase ninguem votar, deixei de ser besta. Traga sua noticia ou sua postagem prá cá que garanto votar.
Digo pra cá pro FeedTurbo!

23 de outubro de 2013

MEU EMPREGO E MEU DINHEIRO


E dando continuidade ao assunto, jamais posso esquecer, e ainda bem que mudei.
Quando criança, se tinha uma coisa que eu gostava demais era de dinheiro.

Não consigo entender até hoje porque, se criança gosta mesmo é de brinquedos eu era apaixonada por dinheiro. Era negociante de primeira e teria me formado no assunto se meu pai não cortasse as rédeas.

Não conto as vezes em que me aventurei em sair pelo comércio, de loja em loja pedindo emprego de balconista ou vendedora. Era tão pequena que talvez fosse da altura do balcão das lojas. E claro, quem iria dar emprego pra mim? E ai de mim se meu pai descobrisse.

Mas para não dizer que não tive sucesso nenhum, um dia consegui um emprego na feira, numa banca de manga e banana. E eu toda feliz da vida fui chegando e me empregando na mesma hora e de olho no quanto iria ganhar no fim da tarde.

Estava eu lá de nariz empinado por traz da banca de fruta que mal se podia ver a não ser meus cabelos lindos e loiros e bem penteados pela minha mãe. E eu esperta que só eu mesma estou lá retirando as mangas e bananas das caixas e colocando na mesa comprida de quase três metros, quando chega alguém que eu conhecia muito bem: o meu pai.
E tudo foi tão rápido que não tive tempo de me esconder por baixo da bancada. Aconteceu que uma amiga da minha mãe foi pra feira e me viu e não acreditou no que estava acontecendo ali, e nem fez a sua feira foi direto na minha casa contar o acontecido pra minha mãe que já contou pra meu pai, que nem terminou de ouvir a história direito e saiu voando com destino a feira e no ponto da banca de mangas.
Tremi feito uma vara verde, não sei como não tive um piripaque naquela hora.

Meu pai foi chegando e arregaçando o braço da camisa para colocar o dedão bem no olho do dono da banca para que explicasse o que era que a filha dele estava fazendo por detrás daquela bancada!
Só sei que ele disse bem assim: Mas essa menina é sua filha? E meu pai mandou o meu chefe tomar vergonha e pegou pelo meu braço e lá se foi o meu emprego pro brejo e o dinheiro que eu iria receber também.
Em casa foi aquele sermão com minha mãe e sua ladainha? Está passando fome? Está lhe faltando alguma coisa? Pra que você quer dinheiro? Seu pai não lhe dar tudo que precisa? Cada pergunta, uma mais difícil que a outra.
Mas o meu negócio é que eu precisava de dinheiro pra comprar linha, botão e enfeites para fazer roupinhas de bonecas para vender para as minhas colegas na escola. E depois eu conto!

18 de outubro de 2013

EMAIL INDESEJADO . SPAM


Chega a ser abuso a quantidade de email "spam" que recebo na minha caixa de email.
Irrita ter que receber em média mil mensagens por dia, e o que é mais irritante, nenhum é brasileiro. Nenhum email em portugues.
Quantos clientes tenho deixado de atender porque para que eu possa encontrar o meu cliente tenho que perder horas procurando entre milhões de mensagens que não me interessa. Já pedi socorro para  a hospedagem do site que já me orientaram como proceder e mesmo assim não está funcionando porque se bloqueio 100, eles criam outro. Será possivel que vou ter que cancelar um endereço de email que está divulgado a mais de 15 anos? Este alerta aqui é só o começo porque vou copiar os nomes de todos os email e vou colocar em todos os meu blogs que são mais de 15 e em todos os meus sites que são mais de 20. Estou mesmo feito louca devido a este problema que está me tirando do serio e me impedindo de trabalhar
Mas nem que eu fique o dia inteiro digitando vou colocar cada email que recebo na proxima postagem.
Para se ter uma ideia, os email são bem assim:
inauguratebroad@911tabs.com,bakersfieldlap@yourdictionary.com,darlenedescriptor@correctionscorp.com
Com sinceridade: pra que eu quero essas mensagens que estão atrapalhando a minha vida e meu trabalho?

14 de outubro de 2013

OBRA DE ARTE. O SAPATO.


Se tem coisa que não posso
É ver loja de sapato
Nem vitrine!
E nem catálogo!

Sobe logo pra cabeça
Um descontrole sem fim
Aqueles que são pros pés
Tomando conta de mim

Se saio pra comprar um
Se brincar volto com cem
Só não trago a loja inteira
Prá não ficar sem um vintém!

Será que isto é doença?
Não poder ver um sapato?
Preto, vermelho ou branco
Verniz, camurça ou dourado?

Procurei um analista
E la fui pra me tratar
Dessa história de sapato
Que não quero nem contar

Mas, que será que ele tem?
Pra mexer com meu juízo
Torrar todo o dinheiro
E me dá tanto prejuízo?

Sandália, alpargata, chinelo
tamanco ou mocassim
tênis ou sapatenis
quando vejo: pobre de mim!

Mas que vale a pena vale
não importa o valor
sapatinho lindo e fofo
você é meu grande amor

Autor: Maria de Lourdes (emedelu)

Foi nuns tempos lá pra traz Que olhamos para a lua Com olhar de quem morreu Você dizia ó lua linda Eu respondia, ela é somente sua Era...